UM SÍNODO NA LINHA DO CONCÍLIO VATICANO II

UM SÍNODO NA LINHA DO CONCÍLIO VATICANO II

Durante o discurso de abertura da primeira Congregação Geral, o Cardeal Baldisseri salienta a importância da unidade da assembleia sub Petro e cum Petro neste momento crucial para a Igreja de Roma

Por Luca Marcolivio Roma, 05 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)

Foi a Gaudium et Spes o ponto de partida do discurso introdutório do cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, na primeira Congregação Geral da Assembleia sinodal ordinária sobre a vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.

O Sínodo atual, de fato, coincide com o 50º aniversário da Constituição Apostólica conciliar que assimilava “as alegrias e as esperanças, as dores e as angústias dos homens do nosso tempo” com as de todos os discípulos de Cristo.

Baldisseri também citou as palavras do Papa Francisco durante a vigília de oração pelo Sínodo Extraordinário do ano passado, no qual o Santo Padre sublinhava a “necessidade essencial de estabilidade” também em uma época na qual a “cultura individualista distorce e torna efêmeros os laços”.

Saudando os Padres sinodais e descrevendo a composição “ampla e complexa” da Assembleia, “um afresco maravilhoso da catolicidade da Igreja, na qual se refletem as sensibilidades e ressoam as vozes de todos os continentes”, embora “cum Petro et sub Petro, chefe e guardião do único rebanho de Cristo”. Foi o próprio Papa Francisco, recordou o cardeal, que pediu a unidade de todos os pastores do mundo em várias ocasiões durante a sua recente visita pastoral aos EUA.

O Sínodo está apenas começando, continuou o cardeal, coincide com o 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, mas também com o 50º da instituição do próprio Sínodo dos Bispos pelo beato Paulo VI, para que também depois do Concílio, “continuasse a chegar ao povo cristão aquela grande abundância de benefícios” derivada da assembleia conciliar.

Depois, há a iminência do Jubileu extraordinário, que vai dar ao Sínodo “uma luz especial e uma orientação precisa”, tendo “misericórdia” como “lintel que suporta a vida da Igreja”.

O cardeal Baldisseri, em seguida, traçou as principais etapas do processo sinodal, começando com a convocação da assembleia extraordinária pelo Papa Francisco, 23 de agosto de 2013, por ocasião da audiência geral. O sucessivo 8 de outubro a emissão dos Lineamenta pelo Conselho Ordinário da Secretaria do Sínodo. Então, um ano depois, finalmente, a III Assembléia Extraordinária Geral (5-19 outubro 2014) cujo tema era Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização.

Prosseguindo na reconstrução da preparação do Sínodo, o cardeal Secretário-Geral também mencionou o “grande número de publicações e congressos sobre o tema da família, visto sob diversos pontos de vista: histórico, antropológico, cultural, psicológico, sociológico, bíblico, dogmático moral, jurídico, político, econômico, só para mencionar os principais âmbitos de reflexão”, entre os quais “os do Pontifício Conselho para a Família, bem como os de outras instituições da Cúria Romana e de várias Conferências Episcopais”.

Essencialmente, foi também a contribuição do Santo Padre em pessoa, especialmente nas “Audiências Gerais realizadas às quartas-feiras e em numerosas outras ocasiões, que acompanhou o caminho comum deste ano”.

Comentando a publicação do duplo Motu Proprio Mitix Iudex Dominus Iesus e Mitis et misericors Iesus, o Secretário Geral do Sínodo explicou que, com este documento, o Pontífice não favorece a nulidade dos matrimônios, mas a “celeridade dos processos” e o tratamento das causas “por via judicial, e não administrativa”, pela “necessidade de proteger no mais alto grau a verdade do vínculo sagrado”.

Após um excursus sobre metodologias sinodais, o cardeal Baldisseri reiterou a importância do apoio da oração dos fiéis em todo o mundo. “Graças à cooperação da Diocese de Roma – disse ele – os fiéis poderão orar todos os dias pelo Sínodo na capela da Virgem Maria, Salus Populi Romani”.

Um evento de não menor importância será, em seguida, a exposição das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus e de seus pais, os Beatos Zélie e Lous Martin, que serão canonizados domingo, 18 de outubro, coincidindo com a Jornada Missionária Mundial, em quanto “notável modelo de santidade familiar”.

As mesmas relíquias poderão ser veneradas a partir de hoje pelos padres sinodais, na capela adjacente da Sala Paulo VI, junto com aquelas dos beatos cônjuges Luis e Maria Beltrame Quattrocchi.

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