Para o Cristianismo essa é a semana mais sagrada e mais importante. Nela se celebram os acontecimentos fundamentais que norteiam a vida do cristão. É uma semana que envolve uma fé profunda e muita reflexão. Atitudes essas que lembram e celebram os atos centrais da vida, paixão, morte e ressurreição do Senhor. São acontecimentos que levam a celebrar a razão da crença e a formação da Igreja cristã.

Essa semana inicia na celebração da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ele aceita os louvores como expressão de reconhecimento por tudo o que realizara por esse povo. Sabia, porém, que dias depois esse mesmo povo, que agora o aclama, estará exigindo aos gritos que seja condenado, crucificado e morto.

Esse clamor com certeza não era consciente. Havia alguém, algum grupo, que não suportava ver esse homem ser querido do povo e que poderia tomar o poder. Exigiram que o povo concordasse em eliminá-lo. Mesmo não tendo razoes suficientes condenaram-no à morte na cruz. Esse suplício era reservado aos mais perigosos criminosos da sociedade.

Se esse homem tivesse intenções políticas ao entrar em Jerusalém certamente teria consigo algum grupo para defendê-lo e revidar a essa condenação. Exigiria justiça diante de tantas mentiras programadas. Organizaria uma vingança por estar sendo julgado injustamente por um mal que não havia praticado, por um crime que não existiu.

Mas esse Mestre, homem de coração marcado pela bondade silenciosamente aceita os ultrajes injustos e acolhe os açoites e a cruz com humildade. Em suas atitudes não há espaço para revides e nem para vingança. Só há espaço para a bondade e a misericórdia.

Sempre foi assim. Sempre agiu dessa forma. Não será agora que iria mudar seu comportamento e sua maneira de tratar aquele povo e mesmo aqueles que se fizeram inimigos por causa da ganância pelo poder e tambem para garantir a supremacia de sua nação.

No fundo do coração humano desse homem divino surge uma expressão que revela toda a sua bondade e toda a sua misericórdia. Foi justamente no alto da cruz, quando tudo estava chegando ao fim, ele desabafou e proferiu essas palavras: “Pai, perdoai-lhes. Eles não sabem o que estão fazendo” (Lc.23,45.

Essa atitude não poderia ser de uma pessoa qualquer. Só mesmo alguém iluminado pela graça divina e alimentado pelo amor à humanidade poderia chegar a isso. Escondeu o sofrimento, guardou para si o silencio da dor de ver-se derrotado, mas não vencido, pelos poderosos. .

Em seu coração não há espaço para a vingança. Só há lugar para a bondade, a misericórdia e o perdão. Suas palavras são sempre de incentivo e consolo: “Não chorem por mim. Chorem por vocês e seus filhos” (Lc.23,38).

Revela corajosamente o quanto quer bem à humanidade e o tanto que, apesar do sofrimento, ainda tem de amor e de misericórdia para oferecer.

Para os cristãos essa passa a ser a semana chamada santa, pois nela celebram os acontecimentos mais importantes e mais sagrados da vida cristã.

Frei Venildo Trevizan

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