Colômbia quer liberar “todo tipo de afeto” entre estudantes – colégios cristãos reagem

Escolas também seriam obrigadas a permitir que meninos se vistam com uniformes femininos e meninas com uniformes masculinos

A Mesa Nacional de Educação Privada da Colômbia, entidade que representa os colégios particulares do país, emitiu uma petição dirigida ao governo colombiano para rechaçar a revisão de seus manuais de convivência. Trata-se de uma reação à tentativa do governo de obrigar colégios particulares a permitirem qualquer forma de afeto entre os estudantes em suas dependências, além de liberarem que meninos se vistam de uniformes femininos e meninas de uniformes masculinos.

No comunicado, as diferentes associações de colégios cristãos reivindicam a autonomia educativa e o direito fundamental dos pais em escolher o tipo de educação que receberão seus filhos. A comunicação se dá em resposta a uma pesquisa que o Ministério de Educação enviou a todas as instituições educativas do país como primeiro passo para empreender a reforma dos manuais que ordenou a Corte Constitucional em 2015 e, assim, introduzir a ideologia de gênero.

A pesquisa se disseminou conjuntamente pela organização Colombia Diversa, promotora da agenda LGBT no país e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Qualquer trato diferenciado entre meninos e meninas seria considerado discriminatório. Neste sentido, os estudantes poderiam usar os uniformes do sexo oposto indistintamente e inclusive travestirem-se. Além disso, toda demonstração de afeto entre estudantes seria permitida. Diante dessas pretensões, nenhum colégio cristão poderia ensinar os valores morais típicos de sua tradição.

Contexto

Tais medidas surgem em resposta ao suicídio de um estudante em Bogotá, em 2014, que enfrentou problemas de alegada discriminação por sua condição homossexual.

Os colégios privados afirmam que esta imposição da ideologia de gênero afeta princípios fundamentais como a autonomia institucional, a liberdade de cátedra, liberdade de culto, a liberdade de opinião dos pais de família frente à educação que desejam para seus filhos e em geral os direitos dos estudantes.

Igualmente, os reitores pedem que se defenda “o direito Constitucional de receber uma formação integral nos valores humanos e morais” para os estudantes, ainda que implique promover uma educação confessional, como fazem muitos colégios. As associações consideram “inadmissível a intervenção Estatal desmedida” ao exigir reformas “que contrariam direitos fundamentais, princípios, valores e até crenças legitimamente reconhecidas pela Constituição Política”.

Por esse motivo, as instituições signatárias se firmam em sua postura e asseguram que não transmitirão a folha relativa à revisão e ajuste dos Manuais de Convivência Escolar. O comunicado está assinado pelos presidentes da Confederação Nacional das Associações de Reitores e Colégios Privados da Colômbia (ANDERCOP), a Confederação Nacional Católica de Educação (CONACED), a Associação Colombiana de Educação Privada (ASOCOLDEP), a Confederação Colombiana de Estabelecimentos Educativos Privados (CONFENADESPRIV), a Associação Nacional de Colégios Militares (ACOMIL), a Conferência Nacional de Educação Privada (CONEP) e a União de Colégios Internacionais (UNCOLI).

http://www.semprefamilia.com.br/

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