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Data: 29-30/04/2017

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Como preparar-se para receber a comunhão?

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/como-preparar-se-para-receber-a-comunhao-5845821954195456

 

Eucaristia é o centro de toda a vida cristã, e sua importância radica na comunhão sacramental com Cristo. O Papa emérito Bento XVI nos recordou que a Eucaristia alimenta e acrescenta em nós o que nos foi dado no Batismo, pelo qual todos somos chamados à santidade.

Por isso, os fiéis cristãos em plena comunhão com a Igreja Católica são chamados a participar plena, consciente e ativamente daEucaristia.

Certamente, o melhor e desejável é que todos os que participam da Missa recebam a sagrada comunhão, mas não sem estar devidamente preparados. São Paulo já exortava os fiéis de Corinto a que, antes de receber a comunhão, “cada um se examine, e só depois coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor come e bebe a própria condenação” (cf. 1 Cor 11, 28-29).

Motivado pela preocupação por que a Eucaristia seja recebida com a devida disposição, recordo que, para isso, é preciso o seguinte:

1. Saber a quem se recebe e crer no que se recebe

Nem todos os fiéis têm clara consciência do sentido profundo daEucaristia. É preciso recordar que ela contém verdadeira, real e substancialmente o corpo, sangue, alma e divindade do nosso Senhor Jesus Cristo e, portanto, o Cristo inteiro.

É preciso diferenciar o pão comum do pão consagrado. Cristo se faz presente pela ação do Espírito Santo, sob aparência do pão e do vinho, para que entremos em comunhão com Ele. Cada vez que comemos a carne e bebemos o sangue do Senhor, nós nos alimentamos dEle. Precisamos ter claro e acreditar que a SagradaEucaristia é o próprio Jesus que nasceu, morreu, ressuscitou e está sentado à direta do Pai.

2. Estar em graça de Deus

Para receber a Eucaristia, não basta ter boa vontade; é necessário “estar em graça de Deus”. Isso significa possuir a graça habitual santificante, que é um dom gratuito de Deus pelo qual Ele nos faz participar da sua vida divina e ser capazes de agir por amor a Ele. Nós a perdemos se cometemos pecado mortal.

Para aproximar-se da comunhão eucarística, é preciso perseverar na graça santificante e na caridade. Por isso, e necessário que cada um se examine em profundidade. Chama a atenção ver o grande número de fiéis que vão comungar e a desproporção com relação ao número dos que se confessam.

Não se pode receber a comunhão movidos somente por emoções ou sentimentos. As declarações do magistério sobre este assunto são claras e não mudaram: para receber dignamente a Eucaristia, é preciso que ela seja precedida pela confissão dos pecados, quando a pessoa é consciente de pecado mortal.

É dever dos pastores instruir sobre a necessidade de estar em graça de Deus para receber digna e frutuosamente a Sagrada Comunhãoe, previamente a isso, mostrar o sentido do pecado e a possibilidade e necessidade de sua remissão no sacramento da Confissão.

3. Guardar o jejum eucarístico

O Catecismo ensina que, para preparar-se convenientemente para receber este sacramento, os fiéis devem observar o jejum prescrito pela Igreja, ou seja, abster-se de tomar qualquer alimento e bebida desde uma hora antes da sagrada comunhão, com exceção de água e de remédios. A prática do jejum não é apenas um dever legal, mas implica em querer preparar a alma e o corpo para que o Senhor tome posse de nós.

Por que se confessar?

http://www.aleteia.org/pt/religiao/conteudo-agregado/por-que-se-confessar-5823655057555456

 

 

Penitência é um sacramento que nos auxilia na caminhada nesta estrada difícil rumo ao céu.

Jesus veio ao nosso mundo para tirar o pecado; como disse São João Batista, “Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).

O Filho de Deus não veio a este mundo para outra finalidade, senão esta. E para isso pregou o Evangelho da Salvação, instalou o Reino de Deus entre nós, instituiu a Igreja para levar a cabo esta missão de arrancar o pecado da humanidade, e morreu na Cruz, para com sua morte e ressurreição nos justificar diante da Justiça divina.

Com o preço infinito de Sua Vida, Ele pagou o nosso resgate, reparou a ofensa infinita que nossos pecados fazem contra a infinita Majestade de Deus. E deixou com a Sua Igreja a incumbência de levar o perdão a todos os que crerem no Seu Nome. É por meio da Confissão (= Penitência, Reconciliação) que a Igreja cumpre a vontade de Jesus de levar o perdão e a paz aos filhos de Deus.

Infelizmente muitos católicos ainda não se deram conta da importância capital da

Confissão, que só na Igreja Católica existe. Quando se derem conta da sua importância, os sacerdotes não terão sossego…

Há mais de 50 anos me confesso, e o faço pelo menos uma vez por mês, porque acredito nas palavras de Jesus e da Igreja: “a quem perdoardes os pecados, os pecados serão perdoados”.

Nunca tive dificuldades para me confessar. É claro que contar as suas quedas a um homem como você, é constrangedor e até um pouco humilhante. Mas é uma “sagrada humilhação”; que nos faz bem. São Francisco de Sales dizia que “a humilhação nos torna humildes”.

Na pessoa do sacerdote da Igreja, legitimamente ordenado, está o próprio Jesus, que age nele “in persona Christi”, para lavar a sua alma com o Seu Sangue; e o sacerdote está terminantemente proibido de contar, a quem quer que seja, o que ouviu na Confissão. É o sigilo da Confissão. Ele pode ser excomungado da Igreja se revelar o pecado de um fiel.

Além disso, é bom confessar-me com um homem, pecador como eu, mais ou menos, porque assim ele me entende. O difícil seria me confessar com um Anjo, que não tem pecados. Gostaria de dizer aqui que nestes anos todos de minha vida, de Confissão frequente, nunca me senti maltratado, humilhado ou menosprezado em umaConfissão; ao contrário, sempre senti-me acolhido nos braços do Confessor, como se fosse os próprios braços de Cristo a me levar de volta para a casa do Pai.

O Confessor é o como aquele bom pastor que resgata a ovelha do abismo do mundo, a coloca nos ombros e a leva para o aprisco seguro. É uma grande graça que o Bom Pastor deixou para as suas ovelhas.

Somente a Igreja Católica recebeu e guardou esta riqueza para você, e espera que você não a despreze, pois afinal custou a vida de Nosso Senhor.

O Sacramento da Penitência, chamado também de Confissão, é portanto, o meio ordinário que Jesus deixou para a nossa santificação.

Impressiona-me, profundamente, observar que o primeiro ato do Senhor, após a Ressurreição, no mesmo dia desta, foi instituir o Sacramento da Penitência.

É muito importante notar que esse foi o “primeiro ato” de Jesus após a Ressurreição: delegou aos Apóstolos o poder divino de perdoar os pecados: “a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados…” Não resta a menor dúvida!

Juntamente com a Eucaristia, a Penitência é um sacramento da caminhada nesta estrada difícil rumo ao céu. O Senhor sabe da nossa miséria e fraqueza, então providenciou o remédio salutar. Se meditássemos profundamente neste grande mistério, e conhecêssemos toda a miséria da nossa alma, faríamos como alguns santos que queriam se confessar diariamente…

Como a Igreja Católica funciona?

http://www.aleteia.org/pt/religiao/q&a/como-a-igreja-catolica-funciona-769001

 

 

É legítimo tentar compreender como a Igreja “funciona”, mas o essencial está muito além de todas as comparações.

A Igreja é uma realidade original, pelo menos de três maneiras.

Poucas instituições humanas têm dois mil anos de existência. Desta longa história, que fez dela uma “especialista em humanidade” (Paulo VI), a Igreja tem também alguns costumes de outras épocas. Por outro lado, ela se une a um fundador e a um documento que é sua carta definitiva: por exemplo, a entrada na Igreja se dá por meio do Batismo. Finalmente, para o cristão, a Igreja carrega a marca do próprio Deus; neste sentido, é um “mistério”. Seu funcionamento é regido pelo Direito Canônico.

A entrada na Igreja se dá pelo Batismo, que confere a todos os cristãos um determinado número de direitos e deveres.

O Concílio Vaticano II ressaltou especialmente a igualdade fundamental de todos os cristãos, sejam sacerdotes, religiosos ou leigos.

Cada um tem uma série de direitos (como, por exemplo, o respeito pela escolha do seu estado de vida e pelas suas opiniões políticas). E é chamado a determinadas responsabilidades dentro da Igreja.

Mas também tem deveres (por exemplo, formar-se na fé cristã, expressar seu ponto de vista para a vida da comunidade, ser testemunha do Evangelho na vida cotidiana).

Em um corpo, as funções são diferentes.

Particularmente, os bispos, sacerdotes e diáconos são consagrados em seu ministério por meio de um sacramento especial.

O exercício de uma responsabilidade é pessoal, mas não deve ser solitário: é a noção de serviço que predomina.

Sacerdotes, bispos e até o Papa estão rodeados de váriosconselheiros. O Concílio Vaticano II insistiu muito no desenvolvimento destes conselhos, alguns dos quais são obrigatórios. Os que exercem uma autoridade na Igreja devem recordar continuamente que esta vem de Cristo, que veio para servir, e não para ser servido.

A estrutura básica da Igreja é a diocese, na qual o bispo é o pastor.

Cada diocese conta com um determinado número de paróquias.

A diocese é chamada de “igreja particular”; mas toda a Igreja está presente em cada igreja particular, porque os bispos formam um só “colégio”, encarregado da evangelização do mundo inteiro, sob a autoridade do Papa.

De certa forma, a igreja particular sempre existiu: é a comunidade presidida pelo sucessor de algum apóstolo. Já a paróquia, ainda que muito antiga, nem sempre existiu.

É uma forma que remonta à época em que a evangelização chegou aos campos, longe da cidade onde o bispo tinha sua “catedral” (que significa “sede”). Na Missa, o sacerdote sempre nomeia o bispo local e o Papa: este é o sinal de que ele mesmo é um sacerdote “católico”.

Diversas estruturas, adaptadas segundo o tempo e as circunstâncias, garantem a coordenação com Roma, entre dioceses e em cada diocese.

vínculo com Roma se manifesta particularmente quando um novo bispo é nomeado pelo Papa ou quando é reconhecido por ele.

Os bispos são os primeiros destinatários dos documentos enviados pelo Papa, como as encíclicas, por exemplo.

Excepcionalmente, os bispos se reúnem em concílios ecumênicos. E a cada três anos, aproximadamente, o Papa reúne centenas de bispos para tratar de algum tema específico (em 2012, por exemplo, o tema foi a evangelização). Todos os bispos vão a Roma em visita “ad limina” ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo – e muitos cristãos também. No âmbito de um país ou grupo de países, as dioceses formam uma “conferência episcopal“, cujo objetivo é ajudar as dioceses a cumprir sua missão.

Complementando sua estrutura hierárquica, a Igreja é enriquecida com dons particulares do Espírito Santo a alguns dos seus membros – entre eles, a chamada “vida consagrada”.

Ao longo da sua história, a Igreja viu o nascimento de inúmerasformas de santidade, espiritualidade, serviço ao próximo, anúncio do Evangelho, teologia, arte sacra etc.

As dioceses contam também com um grande número de associações, comunidades, movimentos e grupos de todo tipo.

Os fiéis são livres para tomar estas iniciativas. Quando um grupo quer ser reconhecido como “católico”, pede o consentimento do bispo.

Dentro dos dons ou “carismas”, destaca-se a vida consagrada – que, em si mesma, reveste várias formas, sendo a vida religiosa a mais conhecida.

Ela se desenvolve em várias direções: vida contemplativa, apostolado, serviço, educação. E o século XX foi rico em novidades, neste sentido.

A vida consagrada é essencial para a vitalidade cristã na Igreja.

Dempsey na Copa: “A fé em Cristo é o que me dá confiança”

http://www.aleteia.org/pt/estilo-de-vida/artigo/dempsey-e-a-fe-em-deus-5230879374835712

 

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Clint Dempsey, capitão da seleção de futebol dos EUA, fez o gol mais rápido da Copa do Mundo no jogo contra Gana: aos 28 segundos do primeiro tempo. Foi o quinto gol mais veloz de toda a história do futebol.

Líder nos gramados, Dempsey também é um homem franco fora deles; e, por isso, não tem medo de falar da sua fé. Ele mesmo afirmou isso em uma entrevista concedida a Sport Spectrum e reproduzida por Il Timone: “Fui criado em uma família católica e ia à Missa com a minha avó todos os domingos. Graças a ela, aprendi que a fé é importante.

Aos 12 anos, sua vida sofreu uma transformação que o marcou para sempre: “Minha irmã Jennifer morreu de aneurisma cerebral, e eu me perguntava o porquê de tantas coisas, o papel de Deus. Durante alguns anos, isso foi muito difícil para mim e acabei me distanciando de Deus. Mas Ele teve paciência e lentamente me curou e me deu forças”.

“Na faculdade, eu me uni a um grupo de leitura e estudo da Bíblia. A Palavra de Deus me deu paz e me transmitiu o desejo de entrar em relação com Ele. Interrogá-lo e buscar suas respostas por meio da Escritura me ajudou a crescer e a encontrar a direção correta. Agora, a fé em Cristo é o que me dá confiança no futuro. Sei que, tanto nos bons quanto nos maus momentos, Ele é fiel e vela por mim”, contou.

Nesses anos, outro acontecimento tocou profundamente Dempsey. Em uma tarde, por acaso, ele acabou não indo a um concerto ao qual iria com dois amigos do time; e seus amigos sofreram um acidente de carro. Um deles morreu e o outro nunca pôde voltar a jogar.

“Agora eu rezo para ter a força de percorrer o caminho que está diante de mim, tento dar o melhor no campo e estou agradecido pelas oportunidades e pelo sucesso. Quero viver uma vida que agrade a Deus”, disse o jogador.

4 características dos católicos que escandalizam os não católicos (e com toda a razão)

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/4-caracteristicas-dos-catolicos-que-escandalizam-os-nao-catolicos-e-com-toda-a-razao-5863924855472128?

 

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“A maioria dos católicos não conhece a Bíblia”, “a maioria dos católicos usa anticoncepcionais”, “a religiosidade da maioria dos católicos está morta”…

Não há nada de novo nem de chocante nessas críticas, especialmente para quem já defendeu a fé católica na internet.

Mas essas afirmações me entristecem, entre outras razões importantes, por causa disto: elas são absolutamente, indiscutivelmente e escandalosamente verdadeiras.

E todas elas facilitam a rejeição dos não católicos à fé que é necessária para a salvação.

Sim, nós, católicos, somos pecadores como todos os outros, e a “fé só de nome” assola todas as religiões. Mas podemos ser bem melhores! Nós temos a plenitude do Evangelho de Jesus Cristo e o pleno acesso à sua graça infinita. Não deveríamos manter um padrão bem mais elevado?

É muito importante notar que nenhum dos problemas que eu listei até aqui são inerentes ao catolicismo como tal: esses problemas vêm de indivíduos católicos que não vivem a própria fé. Além disso, nenhum desses problemas se aplica à totalidade dos católicos, pelo menos não de forma significativa. Mas se aplicam a um número de católicos suficientemente relevante para causar escândalo entre os não católicos, dando a eles fáceis motivos para não levar o catolicismo a sério.

Eu não tenho a pretensão de achar que não faço parte do problema. Eu faço. Mas gostaria também de fazer parte da solução.

Por isso, gostaria de mencionar quatro aspectos em que nós, católicos, escandalizamos os não católicos. Precisamos melhorar nesses quatro pontos para transmitirmos de verdade o Evangelho ao mundo.

1) Nós, católicos, não falamos o suficiente sobre Jesus

Jesus Cristo aparece no centro e na frente de cada cruz na maioria das igrejas católicas. É o Evangelho de Jesus Cristo o que nós temos que levar até os confins da terra. É Jesus Cristo quem, misteriosamente, se faz presente no altar em cada santa missa. Jesus é o centro absoluto da fé católica, o princípio e o fim de tudo.

Ou deveria ser.

A nossa pouca vivência real desta verdade é um problema tão sério que nem há como exagerá-lo. Mesmo entre os católicos mais fiéis, parece que há uma dedicação de tempo bem maior para falar da Igreja, do clero, do papa, da missa, dos ensinamentos morais, dos sacramentos, de Maria e dos santos, todos muito importantes, é claro, mas bem menos dedicação para mencionar Jesus.

Sim: os evangélicos, às vezes, estão certos ao dizer que todos aqueles outros aspectos podem acabar virando uma distração. E eles têm o direito de se escandalizar com isso.

É claro que a solução não é o outro extremo, de deixar de lado todos esses aspectos da nossa fé. Mas precisamos enxergar a ordem correta das coisas. Os católicos devem seguir o ensinamento da sua Igreja e colocar Jesus em primeiro lugar, pois Ele é o Deus encarnado e o único que pode nos salvar. Todo o mais é uma ajuda para nos aproximarmos de Jesus.

2) Nós, católicos, não conhecemos a Bíblia

“A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”. Esta frase não foi dita por um pregador fundamentalista, mas por um santo católico doutor da Igreja: São Jerônimo. A frase é citada na “Dei Verbum”, a constituição dogmática sobre a Revelação Divina promulgada pelo Concílio Vaticano II, em 1965.

Parece, portanto, que uma grande quantidade de católicos é ignorante de Cristo.

A Igreja católica concorda com os irmãos e irmãs protestantes quando eles afirmam que a bíblia é a Palavra inspirada por Deus. A bíblia é fonte fundamental para aprendermos sobre Cristo e sobre o caminho da salvação. Como católicos, somos incentivados a conhecer a bíblia, mas a maioria de nós não se empenha nesse conhecimento.

“A maioria dos católicos não conhece a Bíblia”, “a maioria dos católicos usa anticoncepcionais”, “a religiosidade da maioria dos católicos está morta”…

Não há nada de novo nem de chocante nessas críticas, especialmente para quem já defendeu a fé católica na internet.

Mas essas afirmações me entristecem, entre outras razões importantes, por causa disto: elas são absolutamente, indiscutivelmente e escandalosamente verdadeiras.

E todas elas facilitam a rejeição dos não católicos à fé que é necessária para a salvação.

Sim, nós, católicos, somos pecadores como todos os outros, e a “fé só de nome” assola todas as religiões. Mas podemos ser bem melhores! Nós temos a plenitude do Evangelho de Jesus Cristo e o pleno acesso à sua graça infinita. Não deveríamos manter um padrão bem mais elevado?

É muito importante notar que nenhum dos problemas que eu listei até aqui são inerentes ao catolicismo como tal: esses problemas vêm de indivíduos católicos que não vivem a própria fé. Além disso, nenhum desses problemas se aplica à totalidade dos católicos, pelo menos não de forma significativa. Mas se aplicam a um número de católicos suficientemente relevante para causar escândalo entre os não católicos, dando a eles fáceis motivos para não levar o catolicismo a sério.

Eu não tenho a pretensão de achar que não faço parte do problema. Eu faço. Mas gostaria também de fazer parte da solução.

Por isso, gostaria de mencionar quatro aspectos em que nós, católicos, escandalizamos os não católicos. Precisamos melhorar nesses quatro pontos para transmitirmos de verdade o Evangelho ao mundo.

1) Nós, católicos, não falamos o suficiente sobre Jesus

Jesus Cristo aparece no centro e na frente de cada cruz na maioria das igrejas católicas. É o Evangelho de Jesus Cristo o que nós temos que levar até os confins da terra. É Jesus Cristo quem, misteriosamente, se faz presente no altar em cada santa missa. Jesus é o centro absoluto da fé católica, o princípio e o fim de tudo.

Ou deveria ser.

A nossa pouca vivência real desta verdade é um problema tão sério que nem há como exagerá-lo. Mesmo entre os católicos mais fiéis, parece que há uma dedicação de tempo bem maior para falar da Igreja, do clero, do papa, da missa, dos ensinamentos morais, dos sacramentos, de Maria e dos santos, todos muito importantes, é claro, mas bem menos dedicação para mencionar Jesus.

Sim: os evangélicos, às vezes, estão certos ao dizer que todos aqueles outros aspectos podem acabar virando uma distração. E eles têm o direito de se escandalizar com isso.

É claro que a solução não é o outro extremo, de deixar de lado todos esses aspectos da nossa fé. Mas precisamos enxergar a ordem correta das coisas. Os católicos devem seguir o ensinamento da sua Igreja e colocar Jesus em primeiro lugar, pois Ele é o Deus encarnado e o único que pode nos salvar. Todo o mais é uma ajuda para nos aproximarmos de Jesus.

2) Nós, católicos, não conhecemos a Bíblia

“A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”. Esta frase não foi dita por um pregador fundamentalista, mas por um santo católico doutor da Igreja: São Jerônimo. A frase é citada na “Dei Verbum”, a constituição dogmática sobre a Revelação Divina promulgada pelo Concílio Vaticano II, em 1965.

Parece, portanto, que uma grande quantidade de católicos é ignorante de Cristo.

A Igreja católica concorda com os irmãos e irmãs protestantes quando eles afirmam que a bíblia é a Palavra inspirada por Deus. A bíblia é fonte fundamental para aprendermos sobre Cristo e sobre o caminho da salvação. Como católicos, somos incentivados a conhecer a bíblia, mas a maioria de nós não se empenha nesse conhecimento.

A Semana Santa e a educação dos filhos na fé

Retirado de http://www.aleteia.org/pt/educacao/artigo/a-semana-santa-e-a-educacao-dos-filhos-na-fe-6398777938149376

Os pais de família são os principais protagonistas da educação espiritual dos seus filhos, e a Semana Santa é uma oportunidade especial para transmitir-lhes a finalidade destes dias, de acordo com seu nível de compreensão.

Apresentamos, a seguir, algumas sugestões, segundo cada faixa etária:

De 0 a 3 anos

Desde que a criança nasce, ela precisa sentir Deus presente na vida dos seus pais. Nesta etapa, a vivência religiosa necessita ser vivida dentro da máxima clareza e com atos concretos, em um clima de muito carinho. Convém também que o bebê veja, do seu berço ou cama, uma imagem do Menino Jesus e de Nossa Senhora.

De 3 a 6 anos

Mais importante do que ensinar orações, é preciso desenvolver nos filhosa capacidade de diálogo simples e espontâneo com Deus. Há momentos do dia que se tornam ocasiões especiais para este diálogo, como, por exemplo, à noite, quando acompanhamos as crianças até a cama, ou ao acordar; igualmente, durante as refeições, nas quais agradecemos pelos alimentos e demais aspectos que cada um quiser mencionar.

Esta é a etapa na qual a criança começa a compreender o valor da Missa e, portanto, é bom levá-la, quando possível, a missas especiais para crianças. Isso ajuda os filhos a conceber a Celebração Eucarística não como um compromisso, uma obrigação, mas como um diálogo com Deus por meio desta cerimônia.

De 6 a 10 anos

Esta é a chamada “idade de ouro”, o momento o qual os pais podem ganhar boa parte a batalha da adolescência que chegará. É a idade do raciocínio e, portanto, convém levar alguns aspectos em consideração:

– Escolher um bom colégio

– Continuar dando bom exemplo

– Consolidar sua formação religiosa

– Prepará-los para a Primeira Comunhão

– Ajudá-los a formar sua consciência

– Continuar com as virtudes humanas e sociais

De 10 a 12 anos

Nesta etapa, os conselhos são uma continuação da fase anterior, mas com uma clara orientação a preparar os filhos para a idade da crise: a adolescência. Por isso, é importante cuidar, entre outras coisas, dos seguintes aspectos:

– Oferecer princípios claros e garantir que sejam bem compreendidos.

– Ajudar os filhos a intensificar a vivência das virtudes, especialmente da caridade, sinceridade, esforço e retidão.

– Dar-lhes informação sexual adequada à sua idade e às circunstâncias do ambiente em que vivem.

– Ajudá-los a usar sua liberdade responsavelmente.

– Ressaltar a necessidade e o valor de ajudar as pessoas.

– Ensiná-los a descobrir a importância de uma boa amizade.

– Manter com os filhos um clima de confiança e alegria.

Adolescência

Nesta fase, pode haver rebeldia e os filhos chegam até a se recusar a participarem de atividades religiosas. Neste caso, os pais precisam transmitir-lhes o amor de Deus de forma sempre positiva, apresentar Jesus como seu amigo, seu companheiro, seu protetor.

Como explicar-lhes a Semana Santa

Como ajudar os filhos a viver o verdadeiro sentido desta celebração, e não só como um “feriadão”? O primeiro e mais importante é que os pais demonstrem, com seu exemplo, o que realmente significa este tempo, ou seja, que os filhos vejam atitudes e comportamentos religiosos mais fervorosos que os habituais.

Também é conveniente explicar o significado de cada celebração, mas usando uma linguagem apropriada para a idade e nível de compreensão dos filhos. Os pais podem utilizar vários recursos, como vídeos, filmes e histórias (no caso dos menores).

Também vale a pena participar das diversas atividades da Semana Santaem família, como, por exemplo, procissões, confecção de ovos de Páscoa (mas com seu verdadeiro significado).

Além disso, os pais podem propor outras atividades relacionadas à finalidade da Quaresma, da Semana Santa e da Páscoa, como ajudar os necessitados, doar presentes e roupas, mudar algum comportamento inadequado, fazer pequenos propósitos pessoais, entre outras coisas.

O importante é transmitir aos filhos estes ensinamentos e experiências desde pequenos, para que experimentem o amor de Jesus.

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