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Cinco qualidades das mulheres católicas que trazem benefícios para a humanidade

ROMA, 27 Out. 14 / 10:28 am (ACI/EWTN Noticias).- A seção “Mulheres” do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL) publicou um artigo no qual se destacam as qualidades das mulheres católicas e os benefícios que trazem para a humanidade.

O texto, intitulado “Multitask, protetora e empática”, é de autoria da equatoriana Sonia Maria Crespo de Illingworth, Presidente da Fundação Família e Futuro, e diretora da revista “Vive!”.

A autora assinala que a identidade feminina ficou confusa por causa do feminismo radical e faz um percurso ao longo da história onde desmonta o modelo feminino que “perdeu a conexão com o propriamente feminino: dar avida física e despertar vida nos outros”.

Crespo recorda que as mulheres do final do século XIX, lutaram para não terem que trabalhar horas intermináveis nas fábricas da Revolução Industrial. Elas exigiram seu direito a estarem em casa, dedicando-se à educação e ao cuidado dos seus filhos. E o conseguiram.

As mulheres do início do século XX lutaram para serem admitidas no ensino superior e nas universidades, assim como por alcançar a igualdade política. E também conseguiram.

Mas, em meados do mesmo século, assinala Crespo, certo setor do feminismo se radicalizou pedindo a equiparação, a igualdade funcional dos sexos, que não necessariamente deve ir unida aos mesmos direitos jurídicos e sociais entre homem e mulheres.

A especialista discrepa com a filósofa existencialista Simone de Beauvoir, que comparava o direito à maternidade a uma armadilha ou uma artimanha utilizada pelos homens para tirar a independência de suas esposas, despojando a mulher da natureza de sua função materna, e empurrando-a para as relações lésbicas, a prática do aborto e a deixar a responsabilidade da educação dos filhos com a sociedade para nivelar-se com o homem.

Crespo destaca cinco qualidades da mulher católica que trazem benefícios para a sociedade:

1. É transmissora de vida: Acolher no seio materno, gerar a vida e dar à luz são funções exclusivas da mulher. E se a sua missão fosse apenas essa, já seria suficiente. Porém, a sua contribuição vai além do que, por natureza, é-lhe exclusivo.

2. Chama o homem a exercer a paternidade: A mulher é quem incorpora o homem à paternidade. Desde os primeiros dias de ser concebido, a mãe apresenta ao pai o seu filho, a um nível celular, diz a Dra. Natalia López Moratalla. E depois, é a mulher que vai mostrando ao homem quem é o seu filho e o ajuda a compreender os processos do crescimento infantil e adolescente. Os filhos frequentemente procuram as mães para pedir-lhes que intercedam junto ao pai! Ela é capaz de ver as situações com realismo e intuição ao mesmo tempo, e de manter-se próxima às necessidades de um e de outro.

3. Sua presença é insubstituível: Especialmente nos primeiros anos de vida do filho, as neurociências nos dizem que “o córtex cerebral não cresce automaticamente, cresce segundo a estimulação que recebe enquanto está no seu período de crescimento principal, nos primeiro anos e quando está junto com a sua mãe. Muitos estudos demonstram que quanto mais horas um filho passa com a sua mãe, mais elevado será o seu coeficiente intelectual… Também foi descoberto que os lóbulos córtico-límbicos se desenvolvem unicamente como resposta à estimulação da mãe. O sistema límbico é essa parte do cérebro que governa o sentido de si mesmo, as emoções, o autocontrole, a compaixão… A estimulação do sistema límbico começa com o olhar mútuo da mãe e do bebê”.

4. É formadora da pessoa humana: A mulher possibilita aos filhos o ingresso no mundo afetivo, pois é a primeira referência de amor e acolhida; e no transcurso da vida de cada filho o forma nos valores humanos e cristãos, ensinando-lhes as normas da convivência social.

5. Artesã da paz para o mundo: A mãe trabalha com delicadeza e com detalhe a conduta e o caráter dos filhos –às vezes inclusive de seu marido–, para desterrar os egoísmos e o orgulho que podem habitar nos seus corações. É criadora de uma cultura de respeito e diálogo no interior da família, e está dotada de uma grande capacidade para humanizar o mundo trabalhista. A mulher, quando descobre que a sua vocação é o amor e se encontra com o modelo de humanidade que Cristo lhe oferece, converte-se em uma verdadeira artesã da paz.

Como o Matrimônio é um sacramento, se ele já existia antes de Cristo?

Padre Paulo Ricardo

Se o Matrimônio já existia antes de Nosso Senhor, como é possível que ele seja um sacramento? Esta pergunta, que pode parecer ociosa, está no coração de um debate que remonta à própria Reforma Protestante. Reunidos na dieta de Augsburgo, os luteranos, alegando que, como “o matrimônio não foi originalmente instituído no Novo Testamento, mas no início, imediatamente na criação da raça humana”, e como “tem promessas, não tanto vinculadas ao Novo Testamento, mas à vida corporal” [1], não poderia ser considerado um verdadeiro sacramento.

Nós, católicos, ao contrário, cremos firmemente que “a aliança matrimonial, (…) ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, (…) foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor” [2]. Isto é, o pacto natural existente entre o homem e a mulher, com vista à realização pessoal de ambos, por meio de uma vida virtuosa, foi de algum modo perturbado pelo drama do pecado original: injustiças, ciúmes e outras doenças afetivas começaram a fazer parte do convívio entre os dois. Nosso Senhor, então, veio redimir a realidade conjugal, transformando o homem em um ser capaz não só de virtude, mas também de santidade.

É possível dizer, então, que o problema dos protestantes com o Sacramento do Matrimônio está ligado à sua doutrina herética sobre a justificação. Para a visão religiosa protestante, a santidade não é possível: o ser humano entra no Céu como um pecador disfarçado, coberto pelo sangue de Cristo, mas, ainda assim, cheio de pecados. Nós, católicos, por outro lado, cremos firmemente que a graça de Deus pode fecundar o agir humano, tornando-nos capazes de realizar atos verdadeiramente sobrenaturais, a fim de chegarmos à união com Ele já nesta vida.

Isso interfere profundamente na realidade do Matrimônio. Afinal, é o próprio Espírito Santo quem compara a aliança matrimonial à união de Cristo e da Igreja, por meio da pena de São Paulo, Apóstolo: “τὸ μυστήριον τοῦτο μέγα ἐστίν, ἐγὼ δὲ λέγω εἰς Χριστὸν καὶ εἰς τὴν ἐκκλησίαν – Este mistério é grande: eu digo isto com relação a Cristo e à Igreja” [3]. Então, entre os casais batizados, é firmada uma aliança que significa a própria entrega de Nosso Senhor por Sua Igreja.

Mas, como ensina o Catecismo, “os sacramentos são sinais eficazes da graça” [4]. Quando opera, então, a graça do Matrimônio? A partir do momento em que os cônjuges começam a submeter-se um ao outro por amor a Cristo. Eles tornam-se aptos não só a viver a virtude, cumprindo o Decálogo, mas a viver a santidade, amando de verdade a Deus, com amor sobrenatural. Buscando sustento n’Ele e aproximando-se um do outro como se aproximam do Santíssimo Sacramento, os dois ganham forças para viver o casamento como meio de santificação, criando e educando seus filhos, resistindo às tentações da carne e vivendo a fidelidade conjugal.

Por isso, o Sacramento do Matrimônio é uma realidade da Nova Aliança. Se o pecado original manchou a relação entre o homem e a mulher, a graça de Nosso Senhor a torna límpida e resplanedecente aos olhos dos homens.

Referências

  1. Philipp Melanchthon, Apologia da Confissão de Augsburgo, VII, XIII, 14
  2. Catecismo da Igreja Católica, 1601
  3. Ef 5, 32
  4. Catecismo da Igreja Católica, 1131

Seis dicas para um casamento feliz

Blog do Padre Paulo Ricardo

À luz da história, é possível dizer que o casamento “nasceu” em crise. Cristo, no entanto, veio redimir o homem – e também o matrimônio.

Não há dúvidas de que a família está em crise. À luz da história, no entanto, é mais exato dizer que a família nasceu em crise. O plano primordial do Criador para o homem e a mulher – que vivessem o amor, como imagem do amor com que Deus os criou -, infelizmente, foi perturbado pelo pecado original. O Catecismo da Igreja Católica destaca que, “desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, pelo espírito de dominação, pela infidelidade, pelo ciúme e por conflitos que podem chegar ao ódio e à ruptura” [1].

Mas, como é verdade que “Deus todo-poderoso (…), sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem” [2], Ele mesmo enviou, na plenitude dos tempos, o seu Filho, para redimir não só o homem, mas também todas as suas relações, de que se sobressai a união entre o homem e a mulher. Elevando o matrimônio à dignidade de sacramento, Nosso Senhor fez da aliança conjugal um sinal de Seu amor pela Igreja e um meio para a santificação e o crescimento mútuo dos esposos.

Se o seu casamento começou do jeito certo, com a graça do sacramento e a bênção da Igreja, meio caminho já foi andado. Agora, é preciso conformar-se ao dom recebido e educar-se a partir da moral católica e da cartilha dos santos, para transformar a sua família em uma autêntica Igreja doméstica. Seguem, abaixo, algumas breves dicas para continuar bem o caminho ou, quem sabe, colocar o seu relacionamento no eixo. São palavras da sabedoria de dois mil anos da Igreja, que com certeza ajudarão na construção do seu lar.

1. Ninguém pode saciar plenamente o seu coração

A primeira advertência pode parecer desalentadora, mas é, sem dúvida, a mais importante de todas: ninguém – absolutamente ninguém – pode saciar o seu coração. Muitas pessoas hoje se casam para “serem felizes”, com a esperança de que os seus esposos e as suas esposas as completem e montem para elas um “pequeno paraíso” nesta terra. Após um tempo, quando elas caem em si e percebem que o paraíso prometido não veio – e nem virá -, bate o desespero e a desilusão: afinal, o que deu errado?

O casal que entra nessa crise deve entender que nenhuma criatura pode saciar a sede de infinito do homem. Este só se realiza plenamente quando encontra o único Outro que o transcende: Deus.

“Fizestes-nos para Vós, Senhor, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Vós” [3], reza Santo Agostinho. Mais do que ser companheiro para uma pessoa do sexo oposto, o ser humano foi “constituído à altura de ‘companheiro do Absoluto’” [4], como ensinou São João Paulo II.Mais do que um pacto matrimonial, o homem foi feito para uma aliança eterna com Deus.

2. Homens e mulheres são real e profundamente diferentes

Nenhuma ideologia pode obscurecer este fato inscrito na natureza humana: homens e mulheres são real e profundamente diferentes.

Para explicar a diferença entre os sexos, o escritor norte-americano John Gray chegou a colocar homens e mulheres em planetas diferentes. Em seu famoso best-seller “Os Homens São de Marte, as Mulheres São de Vênus”, ele conta que “marcianos” e “venusianas” viveram por muito tempo em paz, até que “os efeitos da atmosfera da Terra assumiram o controle, e certa manhã todos acordaram com (…) amnésia” [5]: tinham esquecido que vieram de planetas diferentes e, por isso, passaram a viver constantemente em conflito.

Pela história da Criação, nós sabemos que Deus criou o homem e a mulher no mesmo planeta, mas com as suas diferenças, e que a “amnésia” que iniciou o referido conflito nada mais é do que o pecado original, que “teve como primeira consequência a ruptura da comunhão original do homem e da mulher” [6].

Não se pode, porém, restaurar a harmonia entre o casal negando as diferenças evidentes entre os sexos, como em uma atitude de rebeldia contra o Criador. Mais do que uma história dos contos de fadas, o cavaleiro que, com sua armadura reluzente, mata o dragão e liberta a princesa do alto do castelo, é uma bela imagem de como o homem, por exemplo, é chamado à bravura. Na vida ordinária, isso significa enfrentar o mundo, trabalhando e provendo o sustento da casa e a segurança da família.

Para a mulher, a figura de mãe não é menos heróica. Significa a doação de amor para que os seus filhos vivam e recebam uma boa educação. Infelizmente, o feminismo tem introjetado na cabeça das mulheres que ser mãe é uma desgraça e que elas só serão felizes quando forem “iguais” aos homens. A realidade, porém, é que, após o tão sonhado “empoderamento” das mulheres, estas não encontraram a felicidade, mas tão somente a desilusão e a frustração de uma vida reduzida ao serviço do mercado e do próprio egoísmo. Como disse G. K. Chesterton, “o feminismo trouxe a ideia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus empregadores, mas são escravas quando ajudam os seus maridos” [7].

3. Ame o seu cônjuge como Cristo amou a Igreja

Em sua Carta aos Efésios, São Paulo exorta os maridos a amarem as suas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela [8]. Com isso, demonstra que o amor não é um “sentimentalismo barato”, baseado no fundamento instável das emoções, mas uma determinação viril, baseada na rocha sólida da vontade. O pacto matrimonial é uma aliança de sangue, pela qual os esposos dizem um para o outro: “Eu derramo o meu sangue, mas não desisto de você”. Não sem razão o autor do Cântico dos Cânticos canta que “o amor é forte como a morte” [9].

De fato, o próprio Deus, no ato mais extremo de amor, morreu pelos nossos pecados. Seguindo o seu modelo, todo casal que sobe ao altar deve pensar que está subindo o Calvário, a fim de oferecer a Deus o sacrifício de si mesmo, pela salvação do outro. Para o bem da pessoa amada, na verdade, tanto o homem quanto a mulher devem fazer o que for preciso, mesmo que a isso custe fazer o que não se quer. Muitas contendas entre os casais começam justamente porque um não é capaz de “dar o braço a torcer” em favor do outro. Sacrificam-se, então, a paz e a harmonia entre os dois, para satisfazer as próprias veleidades, ao invés de se sacrificar a própria vontade em favor do outro.

Também para o casamento vale o chamado de Nosso Senhor: “Quem alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me” [10].

4. Deus deve ser o centro de suas vidas e de seus dias

Não adianta morrer um pelo outro se, primeiro, não se ama a Deus. Por isso, Ele deve ser o centro de suas vidas e de seus dias.

Para amar alguém, primeiro, é preciso conhecê-lo. O que se diria de um casal de noivos que, estando prestes a se casar, não soubessem nada um do outro e não fizessem o mínimo esforço para se conhecerem? Com razão se poderia chamá-los de loucos, pois querem permanecer unidos até o fim da vida a quem nem mesmo conhecem. Ora, se para o casamento terreno, que finda com a morte, é preciso preparar-se com cuidado e empenho, quanto mais para o encontro com Deus, a quem estaremos unidos não por um dia ou uma vida, mas por toda a eternidade!

Por isso, é importante estudar as verdades de nossa fé, contidas principalmente no Catecismo da Igreja Católica e nos Evangelhos, sem jamais descuidar da oração, pela qual o próprio Deus Se revela e Se comunica a nós.

Uma vez conhecido o grande amor com que Deus nos amou, então, é preciso que o casal O ame de volta, mudando toda a sua rotina e a sua vida para colocá-Lo no primeiro lugar de tudo. Se de manhã se acordava correndo para ir ao trabalho, urge levantar um pouco mais cedo, para oferecer a Deus o que dia que começa – e, quem sabe, até participar da Santa Missa. Se à noite a família se reunia para assistir à TV e acabava vendo programas que não prestam – como são as novelas -, por que não começar a rezar o Santo Terço em família? Se o domingo tem sido tão somente o “feriado”, com passeios e viagens, está na hora de transformá-lo realmente em “dia do Senhor”, levando toda a família para um encontro com a melhor de todas as famílias, que é a Igreja.

Lembrem-se sempre que a sua aliança matrimonial é, antes de tudo, um compromisso com Deus. Dois sozinhos não são capazes de levar adiante um casamento; ao contrário, “a corda tripla não se arrebenta facilmente” [11].

5. O sexo não é um parque de diversões

A Igreja, ao mesmo tempo em que valoriza a sexualidade como um dom precioso do Criador, reconhece que “a sexualidade é fonte de alegria e prazer”. Com isso, ela não pretende dar aos seus filhos uma autorização para que, depois de casados, façam o que bem entenderem um com o outro, mas que vivam o sexo de forma equilibrada, mantendo-se, na expressão do Papa Pio XII, “dentro dos limites duma justa moderação” [12].

Infelizmente, em nosso mundo supersexualizado, o que deveria ser uma expressão de amor tem degenerado na busca do próprio egoísmo. É muito comum, por exemplo, que, saturados por múltiplas experiências com pornografia e masturbação, os homens queiram trazer o chiqueiro do mundo para o seu leito conjugal, transformando a mulher em um objeto de satisfação sexual, ao invés de amá-la e respeitá-la como pessoa e companheira. Por outro lado, as mulheres, em troca de compensação afetiva, acabam aceitando ser transformadas em “coisas” e usadas como objetos. Ao fim, o que deveria ser uma “aliança de amor” acaba se tornando um “consórcio de egoísmos”.

Para consertar as coisas, é preciso desmascarar a ideia, que alcançou sucesso com a Revolução Sexual, de que o sexo seria como um parque de diversões, o qual se buscaria tão somente para o prazer próprio e para a satisfação dos próprios caprichos. Isso não é o sexo, mas a sua perversão. A relação sexual foi concebida por Deus para unir os esposos, mas também para gerar vidas. Por isso, sexo significa, antes de qualquer coisa, família.

De fato, na família, todos vivem – ou deveriam viver – como em uma “ilha de paz”: a menina, por exemplo, pode andar tranquilamente por sua casa, consciente de que não será cobiçada por seu pai ou por seus irmãos. Para afastar do pensamento o adultério do coração [13], de que fala Nosso Senhor, seria sadio que os homens olhassem para as mulheres como se fossem suas “irmãs”, e vice-versa. Afinal, é nesse estado que todos os seres humanos se encontram, desde que nasceram, e que se encontrarão principalmente no fim de suas vidas, quando estiverem face a face com Deus.

Quando seu cônjuge envelhecer, por exemplo, vão-se embora com o tempo não só o vigor da juventude, como também os atrativos físicos do outro. Se seu relacionamento está baseado só no sexo, essa é uma péssima notícia. Se desde o começo, no entanto, você foi treinado para amar – e como diz o Apóstolo, “o amor tudo suporta” [14]-, você chegará à velhice feliz por ter sido casto e fiel.

6. Estejam sempre abertos ao dom dos filhos

Esta dica é indissociável da anterior: estejam sempre abertos ao dom dos filhos. Quando um casal deliberadamente se fecha à transmissão da vida, inicia um círculo de egoísmo e morte que destrói pouco a pouco a si mesmo.

Para entender a imperiosidade deste ensinamento, basta olhar para a natureza do ato sexual, que foi concebido pelo Criador tanto para unir os esposos quanto para torná-los participantes de Seu poder criador, na geração dos filhos. Se separar essas duas dimensões fora do matrimônio significa falta de compromisso, separá-las dentro do próprio casamento não deixa de ser uma manifestação “mais refinada”, por assim dizer, de egoísmo e falta de amor. Por isso a Igreja condena os métodos contraceptivos, que vão contra a própria verdade do sexo. Como ensina São João Paulo II, “o ato conjugal destituído da sua verdade interior, porque privado artificialmente da sua capacidade procriadora, deixa também de ser ato de amor” [15].

Todo casal deveria perguntar com sinceridade se a sua decisão de evitar filhos não vem mais de uma atitude de egoísmo por parte dos dois do que de uma razão realmente grave e justa.E, para quem argumenta que “filho dá despesa”, o Catecismo da Igreja Católica responde dizendo que “o filho não é uma dívida, é uma dádiva” [16]. Basta lançar um olhar às numerosas famílias de alguns anos atrás, que, embora não vivessem imersas em luxo, eram muito mais felizes que as minúsculas e egoístas famílias de hoje.

O salmista diz que “os filhos são a bênção do Senhor” [17]. Mesmo que a sociedade de hoje os veja como uma maldição, as palavras do Espírito Santo permanecem. Continua valendo a pena esperar de Deus o número de filhos que Ele quiser, ao invés de reduzirmos o número de crianças à medida do nosso comodismo.

__________________

As dicas acima pretendem ser alguns curtos conselhos. Mas, não custa nada lembrar, de novo, que a plena felicidade o ser humano só alcançará no Céu, quando celebrar o matrimônio com o único e verdadeiro Esposo de nossas almas: o próprio Deus.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências bibliográficas

  1. Catecismo da Igreja Católica, 1606
  2. Santo Agostinho, Enchiridion de fide, spe et caritate. 3. 11: CCL 46, 53 (PL 40, 236)
  3. Confissões, I, 1: PL 32
  4. Audiência geral, 24 de outubro de 1979, 2
  5. John Gray, Homens são de Marte, mulheres são de Vênus, Rio de Janeiro: Rocco, 1995, p. 19
  6. Catecismo da Igreja Católica, 1607
  7. G. K. Chesterton, Social Reform versus Birth Control, 1927
  8. Ef 5, 25
  9. Ct 8, 6
  10. Lc 9, 23
  11. Ecl 4, 12
  12. Catecismo da Igreja Católica, 2362
  13. Cf. Mt 5, 28
  14. 1 Cor 13, 7
  15. Audiencia general, 22 de agosto de 1984, 6
  16. Catecismo da Igreja Católica, 2378
  17. Sl 127, 3

Infertilidade do casal: como curar, como ter esperança

Roma, 19 de Setembro de 2014 (Zenit.org)

Juliette Chove é uma obstetra e uma das primeiras mulheres a fazer um Master no Pontifício Instituto “João Paulo II” para os Estudos sobre o Matrimônio e a Família, em Roma. Agora, se dedica a acompanhar casais inférteis e hipoférteis e lhes dá razões para esperar, sob a proteção de Santa Ana, em Auray, perto de Vannes, na Bretanha (França), onde João Paulo II se encontrou com as famílias no dia 20 de setembro de 1996. Acaba de publicar na editora Téqui um livro com um título significativo: “Soyez féconds et multipliez-vous” (Sede fecundos e multiplicai-vos). ZENIT a entrevistou.

ZENIT: Antes de mais nada, vamos esclarecer: qual a diferença entre a infertilidade a hipofertilidade?

Juliette Chove: Basta consultar as definições dadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde, ndr). A infertilidade é a ausência de concepção após um ano de relações sexuais abertas à vida. A hipofertilidade refere-se aos casais que começaram uma gravidez sem conseguir leva-la ao fim, ou seja, os casos dos casais que tiveram abortos espontâneos. Se a infertilidade ou hipofertilidade podem ser possivelmente corrigidas com o tratamento médico, a esterilidade, pelo contrário, é a impossibilidade definitiva de conceber. Isso afeta o 3-4% dos casais. É um termo que soa um pouco forte demais e é por isso que se fala de hipofertilidade ou infertilidade. Pode-se também definir o conceito de esterilidade “primária”, ou seja, os casais que desejam um primeiro filho, ou “secundária” para casais que têm dificuldade de conceber após o nascimento de pelo menos um filho.

ZENIT: Exemplos da Bíblia podem ajudar a viver esta que, para alguns casais, é um verdadeiro “sofrimento”?

Juliette Chove: Lendo a história de Ana e Joaquim, percebi que Joaquim tinha implorado a Deus lembrando-lhe a sua obra com Abraão e Sara, enquanto Ana foi consolada lembrando-se da sua avó Ana, mãe de Samuel. A história desses casais da Bíblia que conheceram a esterilidade pode falar aos casais de hoje: as suas reações, as suas orações, os seus gritos, o seu caminho de fé, a sua gradual submissão ao plano de Deus para eles. Ela nos mostra que Deus está presente ao lado daqueles que sofrem, e que Ele os quer e os torna férteis. Estas histórias também nos lembram que cada criança é um dom de Deus, que deve ser acolhida, abrindo o próprio coração e deixando-se possivelmente educar, purificar por ele, para, talvez, recebe-la melhor e elevá-la sob o olhar do Pai.

ZENIT: Você mora perto do santuário de Sainte-Anne d’Auray, na Bretanha (França), que, desde o início, atrai os casais inférteis ou hipoférteis. Poderia contar-nos a história deste santuário?

Juliette Chove: Por muitos séculos, este lugar é caracterizado pela devoção a Santa Ana, provavelmente desde o início da cristianização da região. Esta devoção se desenvolveu particularmente no século XVII, após as aparições de Santa Ana a Nicolazic Yvon, um camponês bretão, respeitado pela sua honestidade e piedade, que muitas vezes era consultado por seus vizinhos. Nicolazic foi guiado por uma mão segurando uma tocha que o acompanha nas noites em que trabalhava até tarde e às vezes vê uma senhora vestida de luz. Na noite de 25 de julho de 1624, um dia antes de seu aniversário, a senhora se revela a ele com o nome de Ana, mãe de Maria, pedindo-lhe para reconstruir a capela, que foi dedicada a ela e tinha sido destruída 924 anos e 6 meses antes, porque , assim disse, Deus queria que ela fosse venerada aqui.

No início, o clero é muito relutante em reconhecer que a visão de Nicolazic veio do céu. Santa Ana incentiva o vidente, que sofreu muitas injustiças. No dia 7 de março de 1625, guiado pela luz da tocha luminosa, Nicolazic descobre uma estátua da mãe da Virgem Maria, que era venerada nos primeiros séculos antes que a capela fosse destruída, e foi enterrada em um campo. A partir do dia seguinte, os peregrinos, alertados alertou misteriosamente começam a chegar em Ker Anna. Na frente da multidão que se reúne em torno da estátua, o bispo de Vannes ordena uma investigação eclesiástica. A veneração da imagem de Santa Ana foi finalmente aprovada e a capela pode ser reconstruída no mesmo lugar de antes, sob a orientação de Nicolazic mesmo.

Depois das aparições, Nicolazic e a sua mulher, Guillemette, que sofria de infertilidade, tiveram quatro filhos. Seu primeiro filho nasceu depois de uma década de espera e de oração confiante a Santa Ana. Os peregrinos nunca deixaram de ir à Sainte-Anne d’Auray, mesmo em tempos difíceis, como durante a revolução francesa ou as guerras. É uma grande graça para a Diocese de Vannes ter este santuário onde as pessoas podem vir confiar à avó de Cristo as alegrias e tristezas, tanto casados como célibes, com ou sem filhos, leigos ou consagrados, etc. Os casais aspirantes vêm para pedir a Santa Ana e Nicolazic, que conheceram a prova da esterilidade. A mesma rainha Ana da Áustria invocou a sua santa padroeira. Vários outros casais menos conhecidos têm dado testemunho da intercessão de Santa Ana para eles. Além disso, a história do nascimento dos filhos de Nicolazic, por sua vez, é lembrado durante a vigília do Grande Perdão (festa de Santa Ana) e um espetáculo de luzes e sons relembra as aparições.

ZENIT: Desde 2009, por iniciativa de um casal de Sainte-Anne d’Auray, uma peregrinação oficial acontece no início de setembro…

Juliette Chove: Sim, alguns casais se reúnem para rezar juntos, para compartilhar, para formar-se e apoiar-se uns aos outros. Os testemunhos daqueles que participaram demonstra como estes dias os tranquilizaram, os encorajaram. Alguns tiveram a alegria de acolher um filho depois dessa peregrinação. Os casais também podem vir em peregrinação a qualquer momento do ano para recolher-se em oração na estátua de Santa Ana ou no túmulo de Nicolazic. Também podem escrever uma intenção de oração ou agradecimento pelos favores recebidos no livro de dedicatória, e visitar aquela que nós chamamos a “Sala do Tesouro”, na qual estão expostos muitos ex-votos oferecidos em reconhecimento de uma graça especial recebida por intercessão de Santa Ana. Entre estas, há muitas peças de enxoval, doadas por casais para agradecer Santa Ana de terem vencido a infertilidade.

ZENIT: Você tem um Master (é como se fosse uma especialização latu-sensu no Brasil, ndt.) em fertilidade e sexualidade conjugal conseguido no Instituto João Paulo II, que depende hoje da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. O que é este instituto?

Juliette Chove: O Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família foi fundado pelo mesmo João Paulo II em 1981. Conhecido como o “Papa da família”, quis criar um lugar onde as pessoas envolvidas no atendimento às famílias pudessem receber na Igreja uma formação de nível universitário. Assim, os sacerdotes, seminaristas, religiosos e leigos responsáveis pela formação afetiva e sexual da juventude, da preparação para o matrimónio, do acompanhamento de casais e famílias, do ensino dos métodos naturais de regulação da fertilidade, etc., possam, assim, promover a visão da Igreja Católica sobre o amor humano e a sexualidade no plano de Deus. O ensinamento é baseado nas catequeses do início do pontificado de João Paulo II, sob o título de “Teologia do Corpo”, e as encíclicas sobre a família: Humanae Vitae, Familiaris Consortio, Deus Caritas Est.

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