Convite Para Tarde de Retiro

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Estão todos convidados. Venha e traga sua família.

Feliz Aniversário Papa Emérito Bento XVI!

Retirado de http://www.acidigital.com/noticias/bento-xvi-completa-hoje-87-anos-16102/

Vaticano, 16 Abr. 14 / 01:11 pm (ACI).- Nesta quarta-feira, 16, Joseph Ratzinger, que adotou o título de Bento XVI, completa hoje 87 anos de idade, e pela primeira vez na qualidade de Pontífice Emérito. Dentro de três dias, no dia 19 de abril, o Bispo Emérito de Roma celebrará o nono aniversário de sua eleição como Sucessor de São Pedro, ocorrida em 2005.

Joseph Ratzinger vive agora no monastério Mater Ecclesiae no Vaticano, onde se dedica à leitura, passeia pelos jardins e reza junto ao Prefeito da Casa Pontifícia, o Arcebispo alemão George Gänswein, já teve algumas aparições públicas, sendo a última no Consistório de 22 de fevereiro deste ano no que se criaram a 19 novos cardeais. Espera-se, do mesmo modo, que o Papa Emérito participe da canonização de João Paulo II e João XXIII neste 27 de abril, Domingo da Misericórdia.

Em março deste ano, o Papa Francisco concedeu uma entrevista aos jornais Corriere della Sera (Itália) e La Nación (Argentina) em que comentou que recorreu ao conselho de Bento XVI já que o Supremo Pontífice Emérito “não é uma estátua de museu”.
“É uma instituição, à qual não estávamos acostumados. Sessenta ou setenta anos atrás, a figura do bispo emérito não existia. Isso veio depois do Concílio Vaticano II, e atualmente é uma instituição. O mesmo deve suceder ao Papa Emérito”.

Falando ainda sobre o Papa Emérito, Francisco disse que “sua sabedoria é um dom de Deus”.
“Alguns gostariam que ele se retirasse a uma abadia beneditina muito longe do Vaticano. E eu pensei nos avós, que com sua sabedoria e seus conselhos dão força à família e não merecem terminar em uma casa de repouso”, assinalou.

Curiosidades dos conclaves na Igreja desde 1740

Retirado de http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25058

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VATICANO, 12 Mar. 13 / 11:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Os dados sobre os aspectos mais importantes dos conclaves da era moderna na história da Igreja assinalam que o Conclave onde foi eleito Bento XIV em 1740 durou 181 dias, sendo o mais longo na atualidade desde então e que inclusive teve a quatro eleitores falecidos dos 44 participantes em total.

O seguinte Conclave mais longo foi a eleição de Pio VI. Começou em outubro de 1774 e terminou em fevereiro de 1775, durou 133 dias e participaram 44 cardeais, dois deles faleceram durante o processo.

Anos mais tarde, quando Roma estava ocupada pelas tropas de Napoleão, realizou-se em Veneza a eleição de Pio VII. O Conclave durou 105 dias, desde dezembro de 1799 a março de 1800 e participaram 34 cardeais.

Em 1758, Clemente XIII foi eleito em 53 dias e para escolher o seu sucessor Clemente XIV em 1769, os cardeais demoraram 94 dias.

Outro Conclave de longa duração durou 51 dias, desde dezembro de 1830 a fevereiro de 1831, onde os cardeais elegeram a Gregório XVI, o último cardeal que não era Bispo. Em 1829, eleger a Pio VIII durou 36 dias, e a eleição do Papa Leão XII em 1823 demorou 27 dias.

A partir de 1846, a história da Igreja registrará Conclaves de dois a cinco dias de duração.

Conclaves de cinco dias

Aqueles de cinco dias foram os que escolheram com sete escrutínios a São Pio X em 1903, onde, por última vez, foi realizado o “Ius Exclusivæ” (o direito de exclusão que gozavam diversos monarcas católicos da Europa para vetar a um candidato ao papado, que foi eliminado após a eleição de Pio X). Neste Conclave, o Imperador da Áustria, Francisco José I, vetou a participação do Cardeal italiano Mariano Rampolla.

Outro Conclave também de sete escrutínios, foi em 1922 para escolher a Pio XI. Nesta eleição, se institui 15 dias de prazo para que os cardeais cheguem a Roma, desde que se anuncia a Sé Vacante, já que dois cardeais americanos e um canadense não conseguiram votar por não chegar a tempo.

Conclaves de quatro dias

Bento XV foi eleito em 1914 em quatro dias com 10 escrutínios. Esta foi a primeira vez que um cardeal da América Latina participou de um Conclave.

Em 1958, o beato João XXIII foi eleito com 11 escrutínios, e pela primeira vez participaram cardeais chineses, índios e africanos.

Conclaves de três dias

Em 1846, foi eleito o beato Pio IX. Em 1878, elegeu-se a Leão XIII. Posteriormente com seis escrutínios em 1963, um total de 80 cardeais participou da eleição de Paulo VI.

No segundo Conclave de 1978 participaram 111 cardeais eleitores, que depois de oito escrutínios elegeram ao beato João Paulo II.

Conclaves de dois dias

Em 1939, pela primeira vez um Patriarca de rito oriental participou de um Conclave e com três escrutínios foi eleito Pio XII.

João Paulo I foi eleito em 1978 após quatro escrutínios, os cardeais eleitores foram 111. Neste Conclave não participaram aqueles cardeais que tinham mais de 80 anos.

Por último, em 2005 foi realizada a eleição do Papa Emérito Bento XVI no quarto escrutínio contando com 115 eleitores, o maior número de cardeais eleitores da história.

A terça-feira, 12 de março deste ano, marcará uma nova data na história dos conclaves para eleger o novo Papa da Igreja Católica e se espera que não dure mais de dois dias. Além disso, será o primeiro em celebrar-se no tempo litúrgico da Quaresma desde 1829.

Habebimus papam!

Retirado de http://www.zenit.org/pt/articles/habebimus-papam

São Paulo, 12 de Março de 2013 (Zenit.org) Edson Sampel | 375 visitas

Sim, agora podemos exclamar em bom latim: habebimus papam!, ou seja, teremos um papa! Logo logo, se Deus quiser, tamanha graça concretizar-se-á. Pergunta-se: é possível ser católico sem o papa? A resposta é negativa. Basta que tentemos imaginar o grupo dos 12 apóstolos sem são Pedro. Ou, então, pensemos num concílio sem o papa. Impossível! Por este motivo, os dias de sé vaga em Roma tornam-se um período de apreensão para a cristandade.

 Um amigo me disse que os outros bispos também são de instituição divina e sucedem os apóstolos. Certíssimo! Nada obstante, figuremos a hipótese de o bispo da diocese “A” dar a seus fiéis certa orientação moral. Tempos depois, novo bispo da mesma diocese comunica um ensinamento completamente diferente. A quem seguir? Ora, os católicos todos, inclusive os bispos, costumam aderir ao magistério do papa.

Na verdade, a missão que o papa desempenha na Igreja é de natureza divina. Cristo nosso Senhor lhe cometeu o mister de confirmar a fé de todos os cristãos. Ausente o papa, decerto perdemos o rumo!

O sacramento da eucaristia é, indubitavelmente, o centro de nossa religião. No entanto, quem o salvaguardará de interpretações errôneas, senão o bispo de Roma? Quem tutelará juridicamente o santíssimo sacramento? O papa é a cabeça do colégio dos bispos. Sem o papa, não há Igreja, pois ele é o vigário de Cristo. Reza o cânon 331: “O bispo da Igreja de Roma, no qual perdura o múnus concedido pelo Senhor singularmente a Pedro (…) é a cabeça do colégio dos bispos (…).”

Nada mais bíblico do que a hierarquia católica. As interações entre os bispos e o papa são as mesmas relações narradas no novo testamento entre os apóstolos e o chefe deles, são Pedro, sobretudo após a ressurreição de Cristo. Eis a tradução do cânon 330: “Assim como, por disposição do Senhor, são Pedro e os outros apóstolos constituem um único colégio, de modo semelhante, o romano pontífice, sucessor de são Pedro, e os bispos, sucessores dos apóstolos, estão unidos entre si.”

Dá para ser cristão sem o papa? Todos os documentos do Concílio Vaticano II, quando se reportam às benesses e aos lampejos da verdade encontradiços nas Igrejas e comunidades dissociadas de Roma, atestam que os aludidos dons sobrenaturais fruídos pelos nossos irmãos separados possuem sempre uma relação com a Igreja católica, onde se encontra a plenitude da salvação, com os sete sacramentos.

Rezemos pelo próximo papa, que está no conclave ora encetado. O Espírito Santo, através dos purpurados, elegerá o homem mais hábil para segurar com ternura e firmeza o timão da barca de são Pedro.

Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e Professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT).

Vamos participar do Conclave!

 

A nossa  participação no conclave é  a oração, por meio dela os cardeais  agirão imbuídos do poder de Deus.

Espírito Santo, Luz Divina, nós Vos adoramos. Repletos de gratidão, reconhecemos o vosso agir constante na Igreja.

Neste momento solene de nossa história, imploramos a vossa assistência aos que tem a missão de eleger o sucessor de Pedro.

Fortalecei-os na intimidade convosco.

Infundi neles o principio da sabedoria, o santo temor de Deus.

Abri sua alma e sua mente às vossas inspirações. Alegrai-os com vossa firme direção. Vosso conselho lhes demonstre o caminho da prudência, os liberte da hesitação e os anime para a ação confiante.

Desde já derramai a vossa bênção sobre aquele que assumirá o pastoreio de vossa Igreja.

Estimulai a nossa co-responsabilidade, na

oração e no respeito, na obediência e na ação apostólica, partilhando o peso de sua responsabilidade. Amém.

Partilhe nos comentários sua experiência de oração!

A profecia de São Malaquias

Retirado de http://padrepauloricardo.org/episodios/a-profecia-de-sao-malaquias

Raio na Basilica de Sao Pedro

Com a renúncia do Papa Bento XVI e a aproximação de um novo Conclave, muitas pessoas tem indagado se não seriam verdadeiras as profecias de São Malaquias. Ora, é sabido que, de fato, existiu São Malaquias. Nascido em 1094, na Irlanda, foi ordenado sacerdote em 1119 e em 1132 nomeado Arcebispo de Armagh. Sua amizade com São Bernardo de Claraval foi bastante profunda. Em sua segunda viagem para Roma, via Claraval, adoeceu e acabou por falecer nos braços do amigo.

Somente em 1595 as supostas profecias foram reveladas, ou seja, cerca de quatrocentos e cinquenta anos após supostamente terem sido proferidas. E, oportunamente, às portas de um Conclave. Sobre esse tema tão controverso, transcrevemos abaixo um artigo de Dom Estevão Bettencourt (OSB), publicado em sua revista “Pergunte e Responderemos”, número 517, de julho de 2005.

Contudo, é importante relembrar somente Deus sabe o dia que virá o fim. Jesus Cristo, Nosso Senhor, mandou: “vigiai e orai”. É isso que se espera de cada católico: que reze pelo Conclave e pelo futuro Pontífice, para que ele nos conduza à fidelidade da Igreja e, um dia, à eternidade, à cada do Pai.

Leia abaixo, na íntegra, o texto de Dom Estêvão Bettencourt:

A profecia de São Malaquias

Em síntese: A profecia atribuída a São Malaquias, bispo de Armagh (Irlanda), no século XII não era conhecida até 1595. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que foi forjada por interessados políticos que queriam colocar sobre a Cátedra de Pedro o Cardeal Simoncelli, de Orvieto, precisamente indicado pelo Espírito Santo mediante o dístico “De antiquitate urbis”. A falsidade da profecia logo se evidenciou, pois foi eleito Papa não Simoncelli mas o Cardeal Sfondrate. A profecia é um instrumento da desonestidade política e não merece crédito.

A eleição do Papa Bento XVI deu ocasião a que os meios de comunicação trouxessem à tona a Profecia de São Malaquias, que prevê o fim do mundo para os próximos anos, sendo o último Papa Pedro II. Torna-se assim oportuno estudar esta matéria.

1. O conteúdo da Profecia

São Malaquias de Armagh (distinga-se do profeta Malaquias, do Antigo Testamento) nasceu na Irlanda em 1095 aproximadamente. Fez-se monge do mosteiro de Bangor (Irlanda). Ordenado sacerdote aos 25 anos, empenhou-se na renovação da vida monástica, começando pelo mosteiro de Bangor, sob a orientação do arcebispo Celso, primaz da Irlanda. Feito bispo de Connor, tornou-se depois arcebispo de Armagh. Interessado na restauração dos mosteiros, era grande amigo de S. Bernardo, seu contemporâneo. Morreu na França em 1148, quando viajava para se encontrar com o Papa Eugênio III.

Deixou fama de santidade e foi muito estimado pelas gerações seguintes, de modo que, após o devido processo, o Papa Clemente III o canonizou em 1190.

A esse Santo atribui-se a famosa “Profecia dos Papas”, que terá sido escrita em 1139, quando Malaquias passou um mês em Roma. Consta de 111 (segundo outros, 113) dísticos latinos, que tentam caracterizar a figura de cada Pontífice desde Celestino II (1143-1144) até Pedro II, que deverá presenciar o fim do mundo.

Esse texto, embora seja atribuído a um autor do século XII, só se tornou de conhecimento público em 1595, quando o beneditino belga Arnoldo de Wyon o inseriu no seu opúsculo Lignum Vitae, ornamentum et decus Ecclesiae (Lenho da Vida, ornamento e glória da Igreja); nessa obra dividida em cinco tomos, Wyon enumera os monges beneditinos que ilustraram a sua Ordem, entre os quais é apresentado S. Malaquias, monge de Bangor tido como profeta.

Os 74 primeiros dísticos da lista dos Papas, no Lignum Vitae, são acompanhados de breve comentário, da autoria do historiador espanhol Afonso Chacón, dominicano, falecido após 1601. o comentário aplica os dizeres da Profecia aos 74 Papas que governaram desde Celestino II (f 1144), um dos contemporâneos deS. Malaquias, até Urbano VIII (| 1590); mostra como o conteúdo de cada oráculo se cumpriu adequadamente na figura do Pontífice ao qual é referido. Eis, por exemplo, os dísticos 3-7 da série:

  • 3. Ex magnitude montis – Da grandeza do monte – Eugênio III, de origem etrusca em cidade do Monte Grande
  • 4. Abbas Suburranus – Abade Suburrano – Anastásio IV, da família Suburra
  • 5. De rure albo – Do campo branco – Adriano IV, nasceu pobre na cidade de S. Albano
  • 6. Ex tetro cárcere – Do cárcere escuro – Vitor IV, foi cardeal de S. Nicolau no cárcere de Túlio
  • 7. Via transbiteriana – Via além do Tibre – Calisto III, Gui de Cremo, cardeal de Sta Maria Além do Tibre

O comentário de Chacón, indicando quando (na história) começa a série dos Papas da lista, permite calcular aproximadamente a época em que se dará o fim do.Papado e a segunda vinda do Senhor; assim contam-se 38 Pontífices desde Urbano VII (+1590) até o fim do mundo; João Paulo II (De labore Solis, do sofrimento do Sol) teria ainda três sucessores; o último, Pedro II, veria, com a geração dos seus contemporâneos, a consumação da história. Eis os últimos dísticos da lista:

  • 101. Crux de cruce (Cruz da cruz) – Pio IX (1846-1878)
  • 102. Lúmen in cae/o (Luz no céu) – Leão XIII (1878-1903)
  • 103. Ignis ardens (Fogo ardente) – Pio X (1903-14)
  • 104. Religio depopulata (Religião devastada) – Bento XV (1914-22)
  • 105. Fides intrépida (Fé intrépida) – Pio XI (1922-1939)
  • 106. Pastor Angelicus (Pastor angélico) – Pio XII (1939-58)
  • 107. Pastor et Nauta (Pastor e Navegante) – João XXIII (1958-63)
  • 108. Fios Florum (Flor das Flores) – Paulo VI (1963-78)
  • 109.De Medietate Lunae ou Da Lua crescente (Da meia-lua) – João Paulo I (1978)
  • 110. De Labore Solis (Do sofrimento do Sol) – João Paulo II (1978-2005)
  • 111. Gloria olivae (Glória da Oliveira) – Bento XVI (2005-…)
  • 112. In persecutione extrema S. R. E. sedebit (Governará durante extrema perseguição da Santa Igreja Romana)
  • 113. Petrus Romanus, qui pascet oves in multis tribulatíonibus; quibus transactis, civitas septicollis diruetur, et ludex tremendus iudicabit populum. Finis (Pedro Romano, que apascentará as ovelhas em meio a muitas tribulações. Passadas estas, será destruída a cidade das sete colinas e o tremendo Juiz julgará o seu povo. Fim).

Trata-se agora de examinar que valor se deve atribuir a tal Lista de Papas.

2. A autoridade da Profecia

Como se compreende, há quem defenda a credibilidade da lista dos Papas, como também há quem a recuse. Examinemos uma e outra sentença.

2.1. O “Sim” à Profecia

A Profecia de Malaquias, logo depois de divulgada em 1595, obteve sucesso considerável. É inegável que os dísticos interpretados por Chacón se aplicam bem aos Papas desde Celestino II até Urbano VII. Eis alguns exemplos mais frisantes:

  • “Avis Ostiensis” (Ave de Óstia) convém adequadamente a Gregório IX (1227-41), que foi Cardeal-bispo de Óstia e tinha uma águia em seu brasão;
  • “De parvo homine” (Do homem pequeno) corresponde a Pio III (t 1503), que se chamava Francisco Piccolomini (= Pequeno homem);
  • “Jerusalém Campaniae” (Jerusalém da Campanha) designa bem Urbano IV (1261-64), nascido em Troyes (Champanha) e Patriarca de Jerusalém.

De Urbano VII (+1590) em diante, Chacón não interpretou mais os oráculos. Muitos historiadores, porém, julgam que continuam a quadrar bem com as figuras dos Pontífices que se têm assentado sobre a cátedra de Pedro.

Assim, para tomar exemplos recentes, indicar-se-iam:

  • “Crux de cruce” (Cruz oriunda da cruz), dístico que designa Pio IX (1846-78) com acerto, pois este Pontífice sofreu duros golpes da parte da Casa de Savoia, em cujo emblema figurava uma cruz;
  • “Religio depopulata” (Religião devastada) é o dístico bem adaptado a Bento XV (1914-22), que durante o seu pontificado assistiu à primeira guerra mundial;
  • “Fides intrépida” (Fé intrépida) corresponde a Pio XI (1922-39), Pontífice das missões e defensor da verdade contra modernas teorias sociais e políticas;
  • “Pastor et Nauta” (Pastor e Navegante) parece caracterizar bem o Papa João XXIII, ex-Patriarca de Veneza, cidade das gôndolas, reconhecido por sua ardente têmpera de Pastor de almas… Mas inegavelmente este dístico caracteriza ainda melhor os Papas seguintes: Paulo VI, e principalmente João Paulo II, que percorreu todos os continentes da Terra em suas viagens apostólicas.

Admitida a veracidade da Profecia na base das observações acima, julgam alguns autores que o fim do mundo não está longe, pois só deverá haver dois Papas até a segunda vinda de Cristo.

Procurando interpretar os dísticos acima, há quem queira prever a história dos tempos finais nos seguintes termos:

As divisas “Pastor Angelicus” (Pio XII), “Pastor et Nauta” (João XXIII) e “Fios florum” indicam um período de grande paz e bonança para a religião (foram mesmo os tempos de Pio XII, João XXIII e Paulo VI?). Santidade angélica deve florescer no Pastor e nas ovelhas da Igreja; o Pastor, sendo navegante, gozará de grande prestígio no mundo inteiro e empreenderá viagens intercontinentais a fim de confirmar a pregação do Evangelho em toda parte. – As três últimas divisas insinuam os acontecimentos que deverão preceder imediatamente a manifestação do Anticristo: flagelos, como uma calamitosa expansão do islamismo (“Lua crescente”), penas e fadigas sobre os filhos da luz (“Sol”); além disto, a almejada conversão dos judeus a Cristo (a oliveira simboliza o povo judaico em Rm 11,17-29). Depois disto, sob o Papa Pedro II, Cristo aparecerá como Juiz Universal…

Que dizer dessas conjeturas?

Carecem de autoridade. Usando de toda a objetividade, bons críticos modernos não hesitam em rejeitar a autenticidade da Profecia de S. Malaquias.

2.2. A recusa da autenticidade

Quem primeiramente impugnou o valor das Profecias, apelando para argumentos ainda hoje plenamente válidos, foi o Pe. Ménestrier S. J., no seu livro “Réfutation des Prophéties faussement attribuées à S. Malachie sur les élections des Papes” (Paris 1689). Eis as principais razões desde então aduzidas contra a genuinidade das profecias:

1) durante cerca de 450 anos, isto é, desde S. Malaquias (+1148) até o opúsculo “Lignum Vitae” (1595), jamais autor algum fez alusão aos oráculos de S. Malaquias; nem os historiadores medievais e renascentistas, ao escrever a Vida dos Papas, mencionam tal documento, que certamente deveria ser citado, caso fosse conhecido. E por que motivo, em que circunstâncias, teria este caído em mão de Chacon, seu comentador, após 450 anos de ocultamente? E como de Chacon terá sido transmitido a Wyon, que o editou pela primeira vez?

2) Ao argumento do silêncio associa-se a verificação de falhas históricas e teológicas na Profecia de Malaquias. De fato, na lista dos Papas figuram antipapas (como Vítor IV, 1159-64; Nicolau V, 1328-30; Clemente VII, 1378-94), efeito este que dificilmente se poderia atribuir à inspiração divina. A finalidade mesma da Profecia (insinuar a época do fim do mundo) parece contrariar à intenção de Cristo, que em mais de uma ocasião se negou a revelar aos homens a data do juízo final (cf. Mc 13, 32; At 1, 7). Além disto, a aplicação dos dísticos aos respectivos Papas baseia-se em notas por vezes acidentais na figura dos respectivos Pontífices, o que lhe dá um cunho de arbitrário; assim Nicolau V (legítimo Papa de 1447 a 1455) traz a divisa “De modicitate Lunae” (Da pequenez da Lua) por ter nascido de família modesta no lugar chamado Lunegiana; Pio II (1458-1464) é assinalado “De capra et albergo” (Da cabra e do albergue) por haver sido secretário dos Cardeais Capranica e Albergati!

Positivamente, podem-se indicar as circunstâncias que deram ocasião à falsificação: observe-se, antes do mais, que as divisas dos Papas até 1590 aludem todas a traços concretos e particulares de cada Pontífice: lugar e família de origem, cargos exercidos antes da eleição, figuras dos brasões, etc. – De 1590 em diante, porém, os oráculos referem apenas qualidades morais, cuja aplicação é assaz vaga, podendo convir a mais de um Pontífice; assim “Vir religiosus” (Varão religioso), “Ignis ardens” (Fogo ardente), “Fides intrépida” (Fé intrépida); qual Papa não mereceria estes qualificativos, caso não fosse de todo indigno?

Observada esta diferença, julgam alguns críticos que a “Profecia de S. Malaquias” foi forjada justamente nesse ano de 1590, quando o falsificador já conhecia parte da história dos Papas que ele havia de caracterizar, ficando-lhe desconhecida a outra parte (a do futuro). O ensejo para se inventar a “Profecia” terá sido o conclave de 1590, após a morte de Urbano VII; o certame foi árduo, durante um mês e 19 dias. Entre os Prelados mais em vista, achava-se o Cardeal Simoncelli, cidadão de Orvieto e antigo bispo desta cidade; ora pensa-se que os amigos de Simoncelli pretenderam favorecer a eleição deste candidato apresentando aos interessados uma lista “profética” de Papas em que o sufragado pelo Espírito Santo após o Pontífice Urbano VII era o Papa “De antiquitate urbis” (Da antiguidade da cidade), isto é, o Papa de Orvieto (= “Urbs vetus” = cidade antiga); em vista disto, terão forjado uma série de dísticos papais condizentes com a realidade desde Celestino II (no séc. XII), mas assaz arbitrária após Urbano VII. Essa lista, com a qual os mistificadores quiseram associar até mesmo o nome abalizado de S. Malaquias, não logrou o desejado efeito, pois na verdade quem saiu eleito do conclave foi o Cardeal Sfondrate, arcebispo de Milão, que tomou o nome de Gregório XIV… É esta uma das explicações mais correntes dos motivos que terão inspirado a pseudo-profecia de S. Malaquias!

Ménestrier, na obra referida, cita outro caso semelhante de recurso à “autoridade divina” para decidir a eleição de um Papa. Após a morte de Clemente IX (1669), alguns adeptos do candidato Cardeal Bona, lembrando-se do texto de Eclo 15, 1: “Qui timet Deum, faciet bona” (Quem teme a Deus, fará obras boas [Bona]), espalharam o seguinte trocadilho:

“Grammaticae leges plerumque Ecclesia spernit: Esset Papa bónus si Bona Papa foret”. “As leis da gramática, geralmente a Igreja as despreza: Haveria um bom Papa, se Bona Papa fosse”.

Diante dessas observações da crítica abalizada, vê-se que vão seria evocar a “Profecia” de S. Malaquias, seja para ilustrar a história do Papado, seja para prever o decurso dos futuros tempos ou mesmo a época da segunda vinda de Cristo!

3. Magistério da igreja e profecias

No século XV e no século XVI (quando foi redigida a “Profecia de S. Malaquias”) grande número de “profetas” se apresentavam ao público, predizendo o fim do mundo; diziam ter visões, sobre as quais pregavam em altas vozes. Tal foi o caso, por exemplo, de Pedro Boaventura, eremita não sacerdote, que afirmava ser ele mesmo o “Papa angélico”, salvador do mundo; anatematizava o Papa de Roma e os Cardeais, declarando que os fiéis deviam separar-se de Roma para salvar-se e dirigia cartas aos reis pedindo que o ajudassem. Seguiram-no 20.000 partidários. Outros pregadores na época diziam falar em nome de Deus, anunciando o fim do mundo e iminentes flagelos para a Igreja e o Pontífice Romano.

Lutero (+1546) também se apresentava como salvador da Igreja, embora não tivesse a pretensão de ser Papa.

Diante de tais mensagens tomaram posição os Concílios do Latrão V (1516-17) e de Trento (1543-65). – Aos 19-12-1516, o do Latrão, presidido pelo Papa Leão X, promulgou um decreto importante: após recordar que existe na Igreja o carisma da profecia concedido pelo Espírito Santo, chamou a atenção para o perigo de se crer, sem discernimento, em tudo o que seja extraordinário; em consequência, o Concílio reservou à Santa Sé a tarefa de aprovar ou não revelações particulares antes que fossem dadas a público. De modo especial, proibiu o anúncio de alguma data para a vinda do Anticristo e do juízo final, visto que tal mensagem contraria todo o teor da pregação de Jesus: Este afirmou explicitamente que “não compete aos homens conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade” (At 1, 7; cf. Mt 24, 36; Mc 13, 32).

As normas do Concílio do Latrão V são válidas até nossos dias, quando também se verifica um pulular fantasioso de profecias, que pretendem definir a data do fim do mundo com as catástrofes precursoras. Em vez de se deter em previsões imaginosas e vãs, é para desejar que o cristão se volte para o que Deus certamente lhe pede no momento presente e cumpra sua missão com zelo.

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

A formação dos padres

Edson Sampel*

SÃO PAULO, quinta-feira, 29 de novembro de 2012 (ZENIT.org) – Formar padres é um problema vital no Brasil e no mundo. Sem dúvida, nossa sociedade adoecida precisa de padres bem preparados, na medida do possível. Costumo dizer aos meus alunos seminaristas que num futuro não remoto o padre será um tipo de divisor de águas; o papel dele transcenderá o ministério religioso. De fato, a realidade parece estar de ponta-cabeça: o que antigamente era errado é correto hoje! Como se costuma dizer: depois de uma longa época de mudanças, enfrentamos agora uma mudança de época.

Cada país tem suas características educacionais. O Brasil, por infelicidade,  parece ter malogrado principalmente na educação básica. Resultado disso é que boa parte dos jovens vocacionados têm sérias dificuldades de aprendizado, vale dizer, encontram-se incapacitados para frequentar um curso universitário.

São João Maria Vianney, o padroeiro dos presbíteros, teve enorme dificuldade intelectual de acompanhar os estudos teológicos. Padrou-se mesmo assim, por beneplácito das autoridades eclesiásticas. Esse santo era exceção no seu tempo. No momento atual, em nosso país, tudo leva a crer que a exceção virou a regra.

Certa feita, quando os fariseus pediram a Jesus que calasse os discípulos, qual foi a resposta do divino fundador da Igreja católica?: “Digo-vos que se estes se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19,40). Ora, se na contemporaneidade, não podemos contar com os recursos humanos qualificados que, sob o influxo do hedonismo, preferem os pseudovalores do dinheiro e do prazer aos valores do evangelho, temos de imputar o ministério sacerdotal àqueles que não são intelectualmente tão brilhantes. Em minha opinião, só não se deve transigir com as deficiências morais dos candidatos ao presbiterado.

Lembro-me de que em determinada oportunidade o eminente teólogo Francisco Catão externou a necessidade de os professores se perguntarem a respeito do tipo de teologia que desejam ensinar, tendo em vista os destinatários. Justíssima preocupação desse conspícuo docente do Instituto Teológico Pio XI.  Um padre não precisa ser um intelectual. No fundo, o padre é uma espécie de operário do evangelho e dos sacramentos. Com efeito, reza o cânon 276, parágrafo 2.º, n.º 1, que os clérigos têm de cumprir fiel e incansavelmente os deveres do ministério. Eis a substância do múnus de padre.

Por fim, em vista das problemáticas mencionadas neste artigo, as quais um dia, se Deus quiser, serão superadas por uma educação fundamental de alto nível, no meu modo de ver, por ora, o máximo que o padre houver aquilatado ao longo da faculdade de teologia deverá torná-lo intelectualmente apto para o atendimento das necessidades do povo de Deus. Caso contrário, ouviremos as pedras a predicarem o evangelho.

Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma. Professor do Instituto Teológico Pio XI (Unisal). Membro da Academia Marial de Aparecida (AMA) e da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)

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