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A defesa da vida em um filme

Retirado de http://www.zenit.org/article-30338?l=portuguese

Entrevista com Prof.Ives Gandra Martins

Por Tarcisio Siqueira

BRASILIA, quarta-feira, 16 de maio de 2012 (ZENIT.org) – Apresentamos a seguir uma entrevista com Prof. Ives Gandra da Silva Martins.

Ives Gandra é Professor Emérito da Universidade Mackenzie  e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e do Centro de Extensão Universitária – CEU

Para o Senhor a Defesa a Vida, desde a concepção, é realmente um tema que nós católicos devemos buscar entender? Neste contexto o Filme Bella, do ator e Produtor Eduardo Verastequi, pode ajudar? Como o Senhor tomou conhecimento do filme?

Ives Gandra: A vida é assegurada desde a concepção. Assim determina o Código Civil Brasileiro no artigo 2º, cuja dicção é a seguinte: “Art. 2º  A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.

E o inciso I do artigo 4º do Pacto de São José, cujo texto transcrevo: “Artigo 4º  – Direito à vida – 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.”

A própria Constituição Brasileira (“caput” do art. 5º) faz menção à inviolabilidade do direito à vida, estando assim redigido: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: …” (grifos nossos).

Como, desde a concepção, o zigoto é um ser humano, compreende-se a proteção da vida, desde este momento, não se justificando interpretações cerebrinas que buscam, contra a clareza da lei e do direito natural, exaltar o homicídio uterino.

Neste sentido, o filme Bella é uma útil contribuição para que se compreenda os dramas que decorrem das decisões das mães que autorizam a morte de seu filho por técnicas – todas elas são dolosas no aborto- conforme demonstrei no artigo “Como se faz um aborto”, que está disponível no endereço: http://www.gandramartins.adv.br/art_detalhes.asp?id=367.

Tomei conhecimento do filme numa convivência de formação espiritual, onde foi exibido.

No Filme quais temas o Senhor considera que foram bem tratados? A família? A amizade? A vida? E por quê?

Ives Gandra: No filme, todos estes temas foram tratados. Família, amizade, vida. À evidência, a vida de cada ser humano, que começa na concepção, depende da forma como sua mãe irá dela cuidar, pressupondo a necessidade de ter, desde que gerado, o carinho daquela pessoa que o gerou. Ele é um inocente. Sua mãe, seja qual for o motivo para não desejar a gravidez, naquele momento é mãe e responsável por alguém que existe e é formado em sua própria carne e de sua própria carne.

No filme Bella, tais valores são realçados, pois apesar de indesejada a gravidez, percebe a mãe que seu futuro filho, que pretende abortar, necessitaria de sua amizade, de seu amor, de seu carinho e daqueles que conformam o seu ambiente (familiares e amigos). E é, graças a esta solidariedade e compreensão do papel de ser mãe que não pode ser assassina de seu próprio filho, que, no filme,  ela desiste da gravidez e o resultado realçado no final é a felicidade que sente, já na criança nascida e ativa, por ser mãe de alguém que ama e que a ama. Todos os valores acima são muito bem tratados em “Bella”.

O Senhor acha que a Linguagem utilizada no Filme para tratar da temática do Aborto pode representar para os jovens uma excelente oportunidade de Rediscutir valores tão esquecidos, como o Amor Responsável?

Ives Gandra: Sem dúvida alguma. É um filme para a juventude assistir, meditar e rediscutir a tese de que não há dignidade humana formada à custa de homicídios uterinos de inocentes. É impossível acatar a tese de que uma das grandes conquistas da humanidade do século XXI é o direito de as mães assassinarem seus filhos no próprio ventre, por uma questão de conforto pessoal.

Poderá gerar, realmente, positivo impacto na mocidade.

Aos leitores de Zenit o Senhor recomendaria o Filme Bella?

Ives Gandra: Recomendaria, pois se trata de um filme com conteúdo moral e humano, em que a vida e os valores maiores são evidenciados e bem tratados. É um filme que prende a atenção do início ao fim. Vale a pena assistí-lo.

Brasil, 12 de abril de 2012: a Vida está em luto!

Retirado de http://beinbetter.wordpress.com/2012/04/12/julgamento-no-stf-o-voto-fantastico-de-cezar-peluso/

Título original: Julgamento no STF: o voto fantástico de Cezar Peluso

Por Everth Queiroz Oliveira

Sim, hoje é um dia de luto nesta Terra de Santa Cruz. O aborto de anencéfalos acaba de ser liberado pelo Supremo Tribunal Federal, por 8 votos a 2. Além do ministro relator, Marco Aurélio Mello, votaram a favor da legalização Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello. A resistência partiu dos ministros Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso.

Depois de dois dias de votação, com argumentos estúpidos sendo jogados a todo momento, a decisão favoreceu os promotores da “cultura de morte”. E uso este termo aqui, novamente, porque é da consciência de todos os brasileiros, católicos ou não, que a prática do aborto tem sempre como consequência a morte de um ser humano indefeso. Em todo o aborto, é isto o que acontece. E é justamente este motivo que torna o aborto uma prática desumana, ou, como qualificou o Concílio Vaticano II, “um crime abominável”. Nas palavras do bem-aventurado João Paulo II,

“Nenhuma circunstância, nenhum fim, nenhuma lei no mundo poderá jamais tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito, porque contrário à Lei de Deus, inscrita no coração de cada homem, reconhecível pela própria razão, e proclamada pela Igreja.”

Evangelium Vitae, n. 62

O destaque que gostaria de dar, neste artigo, faz referência ao voto de um ministro corajoso. Cezar Peluso – o da foto – foi o último a votar. Mas o seu voto foi, de todos, o melhor. Ao lado de Lewandowski, que, com ousadia, também defendeu o direito à vida dos fetos anencéfalos, Peluso simplesmente – se é que me permitem o uso desta expressão – “detonou” todos os seus colegas de trabalho; usou argumentos fortíssimos para desqualificar o discurso pró-aborto, fechando um trabalho realmente sensacional.

“O anencéfalo morre, e ele só pode morrer porque está vivo”, afirmou Peluso. Mas é claro! E aqui está a grande questão: como este indivíduo vai morrer? O argumento que tem sido usado até aqui para a defesa do aborto de fetos anencéfalos defende que “o bebê vai morrer”… Mas, bem, isto é regra da natureza humana desde que o homem é homem: todo ser humano morrerá um dia, mais cedo ou mais tarde. O que se pergunta é: deixaremos a pessoa morrer naturalmente ou daremos a outrem o direito de interferir em sua existência? Se esta última opção é a escolhida – e no caso do STF, foi -, então caminhamos para a eugenia, pois permitimos que pessoas decidam sobre a vida das outras, em que situações devem estas viver ou morrer.

“A única diferença entre o aborto e o homicídio é o momento da execução”, apontou o mesmo Peluso. Justamente! Ali, no ventre materno, reside um ser humano, que difere dos outros apenas em idade e desenvolvimento físico. Assassiná-lo, portanto, configura crime. Isto deveria ficar claro para todos os indivíduos que lidam com a Justiça neste país… Mas, aparentemente, não é assim, já que oito dos dez ministros que participaram do julgamento destes últimos dois dias liberaram a realização da prática em casos de anencefalia. Nem tudo está perdido: é o que este voto magnífico de Cezar Peluso vem mostrar aos brasileiros. Ainda há pessoas em Brasília verdadeiramente preocupadas com valores como a dignidade humana e o direito à vida.

Mais do que lamentar a decisão final da Suprema Corte, gostaria de fechar a cobertura deste julgamento com mais algumas sábias palavras pronunciadas justamente por Sua Excelência, o ministro Cezar Peluso (quando a íntegra do voto for divulgada, publicaremos aqui).

“Ao feto, reduzido no fim das contas à condição de lixo ou de outra coisa imprestável e incômoda, não é dispensada de nenhum ângulo a menor consideração ética ou jurídica nem reconhecido grau algum da dignidade jurídica que lhe vem da incontestável ascendência e natureza humana. Essa forma de discriminação em nada difere, a meu ver, do racismo e do sexismo e do chamado especismo. Todos esses casos retratam a absurda defesa em absolvição da superioridade de alguns, em regra brancos de estirpe ariana, homens e ser humanos, sobre outros, negros, judeus, mulheres, e animais. No caso de extermínio do anencéfalo encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso superior que, detentor de toda força, infringe a pena de morte a um incapaz de prescindir à agressão e de esboçar-lhe qualquer defesa.

Agora, como é possível que um homem que defende de maneira tão brava e veemente a sacralidade da vida humana tenha votado, certa vez, a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias, é um mistério que dificilmente conseguiremos decifrar.

Em panfletagem antiaborto, grupo pede em SP demissão da ministra

Agência O Globo

SÃO PAULO. Um grupo de cem manifestantes, entre eles religiosos e ativistas pró-vida, reuniu-se nesta quarta-feira na Praça da Sé, no centro de São Paulo, para exigir a demissão “imediata” da ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, e uma reforma do Código Penal que não legalize as práticas do aborto ou da eutanasia no Brasil.

As declarações da ministra de que o aborto é uma questão de saúde pública, feitas no início ano, foram duramente criticadas por participantes do ato, organizado pela Comissão em Defesa da Vida, organismo da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Um dos cartazes, carregado por um dos manifestantes, chamava Eleonora Menicucci de “assassina” e mostrava uma criança sendo atacada por uma estrela vermelha, o símbolo do PT.

– Ela precisa ser substituída não tanto pelo trabalho que vem realizando agora, mas porque sempre defendeu o aborto, que é o grande estrago para a mulher. A presidente Dilma Rousseff também sempre se declarou favorável ao aborto, até a época das eleições, mas parece que até agora ela vem mantendo uma linha de coerência – criticou o coordenador regional da Comissão em Defesa da Vida, o padre Berardo Graz, que acrescentou:

– A indicação de uma pessoa que praticamente sempre exaltou o aborto, porém, é o primeiro passo para sair dessa coerência.

O ato teve início no final da manhã, na escadaria da Catedral da Sé, no centro de São Paulo. Às 13 horas, os manifestantes caminharam, acompanhados por um carro de som, até a Praça João Mendes, onde passaram a ser liderados pelo bispo emérito de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini. O religioso causou polêmica nas últimas eleições presidenciais ao ter sido um dos responsáveis pela encomenda de dois milhões de panfletos que criticavam o PT e a então candidata petista Dilma Rousseff por apoiar a “descriminalização do aborto”.

Na época, a Justiça Eleitoral determinou a apreensão dos panfletos, que foram liberados no ano passado e devolvido há um mês à Comissão em Defesa da Vida. Na manifestação desta quarta-feira, foram levados mais de cem mil panfletos para serem distribuídos aos paulistanos.

– Esse é o primeiro ato programado por nós, talvez sejam necessários outros, vai depender dos acontecimentos. O nosso desejo é que o governo federal tome consciência de que o maior valor humano que temos é a vida. A nossa posição de ontem é a posição de hoje. Nós não mudamos de opinião, não acontece como certas autoridades que, conforme o que interessa, mudam de opinião – afirmou dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que criticou a presidente Dilma Rousseff pela nomeação da atual ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres.

– O governo federal e a presidente estão tirando a castanha (do fogo) com a mão do gato em suas atitudes. Ela não fala abertamente, mas nomeia ministras que são abortistas.

O coordenador regional da Comissão em Defesa da Vida informou que o organismo ainda não definiu se fará um novo panfleto para as eleições municipais deste ano. Na opinião dele, contudo, as pré-candidaturas de Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) à prefeitura de São Paulo preocupam. Berardo Graz lembrou que o pré-candidato do PSDB José Serra assinou em 1998, quando era ministro da Saúde, norma técnica que trata de procedimentos para realização do aborto legal no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele ponderou, contudo, que o tucano é o candidato “menos ruim” da corrida eleitoral.

Procurada pelo GLOBO, a ministra Eleonora Menicucci respondeu, por meio de nota, que a Secretaria de Políticas para as Mulheres “está empenhada na implementação de políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres e no diálogo com todos os setores da sociedade brasileira, em consonância com as diretrizes do governo federal”. A assessoria de imprensa da CNBB informou que as suas estruturas regionais têm legitimidade para se pronunciar pela entidade.

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